quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

No fuck'n problem at all! (Retrospectiva Doismiledozica)

Ano passado minha vida tava uma merda, eu me sentia uma merda, tudo era uma grande merda, foi quando o cosmo ficou com pena da grande merda que era eu e resolveu me roubar uma unha! Na virada do ano passado pra esse ano, saí como de praxe e enchi minha cara como de praxe, Também não me lembro da minha virada, como de praxe, o que tenho são alguns flashes de memória com o episódio da Iemanjá o qual já foi tragicamente blogado anteriormente (Clique e leia). Sei apenas que no dia seguinte, quando fui verificar se tudo se encontrava no lugar, se eu não havia deixado algum pertence para trás ou se eu possuía algum novo hematoma, me deparei com uma de minhas unhas faltando, isso mesmo, me faltava uma unha no pé e aquilo estava no vivo, apenas carne e sangue, nem sinal de unha (nesse instante me veio à cabeça todas as roídas de unhas já efetuadas por mim ao longo de minha vida e me arrependi profundamente de ter desperdiçado as tais.) Depois de muito me desesperar, fazer um fuzuê, ficar pra lá de bagdá, tomei ciência de que precisava limpar aquilo e vi estrelinhas enquanto uma sábia amiga tentava me arrancar brutalmente aquele resto de pedaço de unha da piedade que estava pendurado em meu dedo, me causando náuseas e desconfortos visuais, foi quando a mesma sábia me  contou que em reinos distantes, ouvira uma história um tanto quanto interessante, que dizia que quando se perdia uma unha na virada do ano, a vida de repente se transformava e mudava pra melhor já que tudo de ruim ocorrido em anos passados iria embora com a tal unha. Mandei ela ir à merda! Janeiro passou aos trancos, cambaleios e barrancos e em fevereiro, vestígios de unha perdida finalmente começaram a aparecer em outra forma, é como se o espírito da unha que morreu viesse pra mudar de fato minha vida, mas isso é tudo besteira, unha não tem espírito. A queda da unha de repente pareceu fazer algum sentido, já que a merda toda de ano que passou foi pra algum ralo cósmico e inanimado e rodou sem se espalhar nem um pouco em algum ventilador que pudesse aparecer. Foi ótimo, minha vida começou a fluir, a merda se esvaiu, uma nova unha começou a crescer e desde então, coisas ótimas ocorreram  fazendo desse 2012 um ano de alívio entre tantos anos de pura merda que andei presenciando. Talvez o lance da unha, mesmo que invetado por alguma amiga com dó, seja no fundo verdadeiro, ou então não passou de uma puta e agradável coincidência. To até pensando em perder mais unhas nessa virada para 2013! Que venha outro ótimo ano agradável, de cabeça e coração aberto para minha mais nova aventura de fuga para o Mato Grosso! Bons ventos para todos nós e de preferência, ventos bem gelados lá pra minha mais nova terra! 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Vida frenética e calma de universitária sem jeito.

Não faz nem um mês que estou por aqui e já me sinto nativa dessas terras ricas! Andei me acostumando tanto com os "guris", "moça", "uai", "saca", "pensa", "boto fé", entre outras expressões utilizadíssimas pelos mato-grossenses que vez em outra, solto uma frase pronta e infestada de centro-oeste, tal como: "Uai guri, não boto fé que você não se arrumou ainda moço, tá na hora já, saca?" (Mentira, nunca que eu ia falar uma frase dessas no dia a dia.)  Minha vida anda num ritmo meio frenético, não de dia porque quando não tenho aula, fico vegetando dentro do meu quarto com o ar ligado, acho que daqui cinco anos quando voltar pra minha terra paulista, ainda não me acostumarei com o clima da minha segunda terra mato-grossense! Sempre fui meio desenfreada, desajuizada, mas aqui to levando vida de gente grande que tem que cozinhar pra comer, limpar a casa, comprar água e gás, mas isso só na teoria, porque se for pensar na prática, é relevante eu mencionar o fato de que fiquei uma semana com a casa imunda, sem roupa limpa, sem água, sem gelo e sem comida, foi uma semana de muito sol e em semanas de muito sol, prefiro ser vampiranha e morcegar dentro de casa. Também já me acostumei com a vida de caloura empreguete, levo bandejas e sucos pros veteranos numa boa, também os sirvo em festas sem pestanejar, e mesmo sendo caloura aplicada tomei uma trotada sem igual, meu trote foi tenebroso. Se meu cabelo pudesse falar, ele certamente iria querer desabafar sobre como ultrapassou seus limites de cabelo, quebrou barreiras, e sobreviveu ao trote, mas ele diria isso ao seu psicólogo, após um ano de terapia pós trote. Tinha farinha de trigo, café, cinquenta tons de tinta, ovo podre, mais farinha, mais tinta que  bonitamente nos customizou pra um ritual de magia negra, onde meus veteranos fizeram um pacto com o diabo e baixaram espíritos de gente porca com banana podre dentro da blusa, após o banho numa piscina de lama com frutas bichadas e escuras que atraem a atenção de qualquer mosquito ou urubu. Não sei como não fui carregada por um urubu após o término do meu trote que também envolveu tomar ovo e cuspir de novo no copo para o próximo tomar (fui uma das últimas, então aturei cuspe da turma inteira com gema que já tava branca, mas não gosto de pensar sobre esse momento, me deixa meio suicida!). Apesar de todo o recalque e flagelo à qual estive sujeita nesse momento de vingança de meus veteranos, me diverti horrores e ri à beça da minha própria desgraça, porque eles daqui não sabem, mas já tenho uma certa experiência em transformar minhas tragédias em comédias e comédias em tragédias, esse blog não me deixa mentir, então fui com tudo chupar banana com catchup, procurar halls com a boca num pote de farinha que estava no chão e achei interessante, agora compreendo o porque de tanta raiva no coraçãozinho desses meus veteranos, eles também já passaram por isso. To feliz, to feliz à beça, to feliz demais, é tanta felicidade que tenho medo de dizer demais e ela acabar! Antes tava com medo de deixar a estabilidade da minha vida que mesmo desenfreada, era profissional, mas agora tenho plena consciência de que se eu estou aqui, é porque é pra eu estar aqui, não se pode ir contra o destino, ou o cosmo. Por enquanto larguei um pouco a mão de escrever sobre minhas festas e ressacas, mesmo que aqui tenha festa todos os dias e eu tenha ressaca todos os dias, causo bastante por essas bandas também, esse é um karma daqueles que gruda mais que a banana podre do trote, mas é uma causada suave, sem muitos constrangimentos, tudo muito tranquilo! Resolvi mudar, agora sou uma Bárbara mais controlada, menos pegadora e mais estabilizada. E que seja assim até meu próximo capote de cara numa desilusão que me faça voltar a lamentar e rir de minhas tragédias. Agora vou nessa porque um churrasco me chama! Fui.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Devaneios numa tarde quente. (Pra não perder o costume! )

Acho que finalmente to no lugar certo por mais que isso não faça o menor sentido. Detesto calor (sempre detestei), detesto matemática (vou fazer engenharia), mas é estranho como as coisas parecem estar onde deveriam estar... à começar pelas pessoas. Uma coisa que raramente já me ocorreu, vem acontecendo com uma certa frequência nessas terras mato-grossenses... To cercada de pessoas excepcionalmente familiares. É como se eu já conhecesse a maioria, só não lembro de onde! Essa sensação é tão surreal que dá início à uma série de questionamentos que antes ficavam vagos no ar, sem exemplos práticos, como por exemplo a pergunta que não cala: será mesmo possível um reencontro de espíritos de outras vidas? Essa sensação não chega a ser ão forte à ponto de eu afirmar que fui irmã ou tia de alguém que conheci há menos de uma semana, mas a sensação de que eu conheço de antes algumas pessoas é tão forte que passei uma noite inteira tentando pensar se haveria alguma possibilidade de eu já ter visto tais pessoas, só que não né, aqui é Mato Grosso e eu sou de SP. Parece tolo, mas de vez em quando penso que talvez seja o tal destino agindo sobre a gente, nos colocando na estrada que deve ser seguida e esses flashes de memória de algo improvável, somos nós identificando o "caminho certo". Dizem que o tal dejavú é basicamente isso, a cena que a gente tem a impressão de "já ter visto antes" é o nosso reconhecimento de que estamos no lugar certo.  Deve ser por isso que fazem séculos que não tenho um dejavú, é impressionante a minha habilidade de estar sempre no lugar errado, na hora errada, mesmo que eu esteja no lugar certo. Pode ser que como sempre eu esteja falando bobagem, não estudo religiões ou ciência e nem tenho interesse, só digo o que eu penso e esse pensamento tinha que sair da cabeça e vir pra uma página do word, ou iria acabar me endoidando. Acho que se for pra ser, vai ser e se não for, fazer o que!



31/07/2013 - Não foi, se deu mal sua lesa!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Traços de uma semana no centro-oeste

Hoje faz uma semana que aterrissei nessas terras férteis e ricas do Mato Grosso que me renderão boas safras de dinheiro e é impressionante como a timidez tomou conta de mim de repente. Moro sozinha, o que pra mim é um alívio já que sou surtada com mania de limpeza e poderia cometer um assassinato facilmente se alguém deixasse um copo fora do lugar, mas o interessante daqui é que mesmo que cada um fique no seu quadrado, ninguém fica sozinho, exceto eu e minha timidez repentina. Por se tratar de um bairro universitário, existem espécies de "condomínios de quitinetes"  pra todos os lados, além de mercadinho, farmácia, sorveteria, pizzaria, bar, boteco, república, república, árvore, árvore, árvore, árvore, gato, gato, gato, gato (existe um número absurdo de felino procriando por essas bandas),  e todos são muito unidos, tenho certeza absoluta que cheguei a ver um gato unidíssimo à uma árvore ontem, quase uma cena proibida para menores (talvez eu tenha pesadelos com aquilo), as pessoas são muito simpáticas e atenciosas, alguns são preconceituosos como aquele encanador que me taxou como patricinha logo de cara sem nem me conhecer só porque sou loira, tava de vestido e sou de SP, bom... antes patricinha que puta, mas isso pra mim foi preconceito e não vi a menor graça, mal cheguei no Mato Grosso e fui alvo de preconceito por conta do meu Estado e aparência? E olha que eu tinha oferecido água, coca, suco e cadeira pro encanador hein, devia ter oferecido um tiro no meio da testa do sujeito também! Tirando o calor, aqui é perfeito e essa é a frase dita por todos os moradores de Rondonópolis, seja ele de SP, MG, TO, FDP, VSF, ETC, porque aqui tem gente de tudo que é canto. No meu "condomínio" tem gente de Goiás, Cuiabá, Tocantins, São Paulo, Paraibuna, e de outros lugares que eu ainda não sei devido ao fato que mencionei acima: uma timidez filha da puta tomou conta de mim e me fez ser uma decepção pro universo nessa semana que passou, mas to trabalhando nisso alcoolicamente falando (mentira). Tirando o calor (fase padrão) nada aqui me estressa, me irrita ou me deixa mal humorada, ontem foi o único dia que sofri de insônia, fui dormir às 4hs da manhã (o que aí em SP seria 5hs, existe um certo fuso horário) e por conta disso acordei super tarde hoje, mas já lavei roupa e tomei banho (na verdade lavei roupa no banho). Se eu fosse minha vizinha eu iria pensar que sou emo ou que morri dentro da minha casa, porque de dia eu quase nunca saio, não abro a janela, e mal abro a porta, pro ar-condicionado refrescar cada metro quadrado desse pequeno lar que chamo de meu, e não funciona muito na cozinha que vive um inferninho, mas meu quarto, aaaaaah meu quarto... é uma espécie de oásis no meio do deserto. Talvez a única coisa que me estresse um pouquinho (sempre tem que ter uma coisinha), é o chuveirinho do banheiro. Não sei porque é que inventaram aquela coisa inútil, quando eu era pequena podia até ser bacaninha, mas agora aquilo é um verdadeiro mártire durante o banho (tá, talvez eu tenha exagerado). Funciona assim, quando eu to finalmente relaxando numa boa, na aguinha fria de chuveiro que vive no desligado, aquele maldito chuveirinho escapa e voa água pra todo canto e IMPRESSIONANTE como ele sempre escapa quando eu tenho shampoo no cabelo, o que me faz levantar a cabeça rapidamente pra controlar a água desenfreada e o shampoo desce lentamente para meus lindos olhos. Esses dias quase tomei um tombo olímpico por conta do maldito chuveirinho inútil, mas fora o chuveirinho aqui tá bom demais, uai... Descobri também que a expressão "uai" não se restringe aos mineiros, os mato-grossenses são pioneiros nesse lance de "uai", cada ué meu é um uai deles, bacana isso uai. Também to ficando lenta, muito lenta, basicamente vegetativa por assim dizer. O calor faz essas coisas com a gente, deixa a gente mole, lerdo, lento, mongol, (os baianos que o digam) mas o calor infernal deixa a gente vegetativo. Meu vizinho me olhou com piedade agora pouco e me mandou uma sms dizendo: vida morgada essa sua hein! E não vou negar, não existe vida mais parada que essa minha por enquanto. Não sei se é a fase de adaptação, mas não faço absolutamente nada, só espero o dia acabar. Nunca pensei que diria isso, mas cairia bem a aula começar logo, meus neurônios estão atrofiando e isso não é normal pra quem não é dada à queimar um, to com neurônio queimado sem nem ter tido a brisa bacana que queima o neurônio. Injusto isso aí! Agora vou visitar a mãe do meu vizinho que é super bacana, ela às vezes me dá comida. (Não levem à sério, tem muita comida na minha geladeira hahaha foi só uma brincadeirinha). Fui! 

sábado, 24 de novembro de 2012

Primeiros dias de mato-grossense

Claro que não sou uma mato-grossense e nem serei uma tão logo já que nasci no interior de SP, mas como optei pelo desafio de viver como uma mato-grossense, cá estou eu num mato sem cachorro, mas com muitos gatos malhados (felinos mesmo ), os quais eu não posso alimentar de acordo com meu contrato de locação, mas que alimento mesmo assim. Após muita turbulência, uma quase queda de meu avião, alguns gritos de uns passageiros, e um piloto filho de uma égua, que deveria estar bêbado, aterrissamos, ou pior, quase chegamos ao núcleo da Terra após a tentativa falha de aterrissagem daquele piloto mal amado da Trip (falo mesmo, PÉSSIMA empresa aérea), e NÃO ESTAVA CALOR, isso mesmo, a temperatura estava por volta dos 27º C o que é normal na cidade pequenina e velha de Paris, logo pensei, opa, comecei bem com o clima... engano meu! Cheguei, chequei os móveis, me frustrei com o tamanho minúsculo de minha quitinete (acho que antes eu ainda não tinha me dado conta do que é de fato uma quitinet), e fui direto no ar condicionado! Ah, o ar-condicionado.... Acho que não existe invenção melhor nesse mundo, tenho plena certeza que foi uma mato-grossense à beira da loucura que inventou o célebre ar-condicionado. Liguei o tal! O tal ventilou, ventilou, ventilou, só ventilou, opa.... como assim só ventilou, porque cargas d’água meu ar condicionado tá só ventilando? E eu suando, suando pra valer! Nessa altura do campeonato, a temperatura já havia subido uns 10ºC! Me estressei. Se tem uma coisa que me estressa profundamente é o tal calor, e eu sei que escolhi o lugar errado pra viver por cinco anos já que detesto sol, mas detesto ainda mais um ano de cursinho. Acordei louca de emburrada, minha tromba atravessava a Bolívia e eu brava, muito brava, tomei um banho morno que estava com o chuveiro no gelado, por meia hora. Me desculpa meio ambiente, mas eu estava estressada demais pra pensar na natureza! Xinguei até a quadragésima quinta geração desse ar-condicionado e de quem me vendeu até descobrir que a errada era eu, eu é que não estava colocando na opção “+frio” que estava bem na minha fuça. Essas pessoas que vendem ar-condicionado deveriam começar a pensar seriamente em investir no aumento das letrinhas do aparelho. Meu quarto esfriou, fiquei feliz por um tempo, até mudei os poucos móveis de lugar, mas tive que sair cuidar da parte burocrática da coisa. DETESTO BUROCRACIA! Também odeio andar muito, agora junte na matemática (que eu também detesto): andar muito + no sol + resolver burocracias no Mato Grosso + calor infernal + Rua sem Ar Condicionado = Bárbara muito, mais muuuuuuito bravinha e estressada. Eu e minha mãe (que possui toda a paciência do mundo) pegamos um ônibus, descemos no lugar errado por minha culpa e andamos por meia hora deibaixo do sol. Depois andamos por mais vinte minutos por baixo de uma tempestade que nos deixou encharcada para chegar até o lugar que transfere a conta de água. Acontece que a leitura foi feita ontem e o MALDITO SISTEMA DO COMPUTADOR DA MOCINHA não deixou a gente transferir o negócio, ou seja, andamos esses cinquenta minutos no sol e chuva pra absolutamente nada! DETESTO BUROCRACIAS! Depois andamos mais meia hora embaixo do sol pós evaporação da chuva que choveu minutos antes (o ciclo da água ocorre realmente rápido por essas bandas quentes) para passar a energia para o meu nome, esperamos uns quarenta minutos na fila, mas foi ótimo porque havia ar condicionado e cadeira confortável no local... eu poderia passar o resto da vida ali numa boa! Depois de resolver pelo menos uma burocracia e já com o dia acabando, andamos mais meia hora e fomos à um atacadão que se chama ATACADÃO, parecidíssimo com o Tenda de sjc, lá tinha café e eu fiquei muito feliz com isso já que por aqui é super difícil encontrar café à tarde. Compramos umas coisas de dona de casa, e fomos na chuva novamente que provavelmente era fruto da evaporação da  outra chuva anterior daquela mesma tarde, até as Casas Bahia comprar um novo Notebook já que o meu morreu de vez. Enquanto eu olhava, minha mãe deu a célebre escapadela de sempre, na qual ela me deixa com todas as compras e some por ai, foi até a Pernambucanas que ficava longe dali e nós estamos no Mato Grosso e não em SJC. Após meia hora de espera, peguei todas as compras pesadas e saí na chuva atrás da Pernambucanas e da minha mãe que haviam sumido, eu estava muito, muito, muito brava, mas precisava de um notebook, então um sorriso logo tomou conta do meu rosto. Compramos e esperamos mais uma hora na fila com ar condicionado, só que de pé, o que não foi muito bacana pra quem passou o dia inteiro andando, e voltamos pra minha casa, my place, meu barraco, comemos e eu capotei com toda a dor de cabeça e ância do mundo... Depois acordei de madrugada com uns loucos ouvindo musica altíssima. Deviam ser alguns adolescentes usufruindo de suas sexta-feira e então voltei a dormir. Acordei às 7hs tomei um banho, café, lavei roupa e sofri preconceito de um mato-grossense, isso mesmo, eu fui alvo de preconceito nessa bela cidade, mas isso é assunto pra uma próxima postagem, agora vou ver se arrumo a senha da internet. Fui!

sábado, 17 de novembro de 2012

Os 5 dias

Faltam 5 dias para eu deixar pra trás a velha Paris, cidade das águas escuras. CINCO dias, que parecem um milênio, mas que ao mesmo tempo parecem cinco minutos. Até então eu estava estável, pensando no quão equilibrada eu sou, sensata, ponderada e corajosa, acontece que é mentira, meu corpo andou me enganando por esse tempo todo se fazendo de bad ass, mas agora que me dei conta que daqui c-i-n-c-o dias, neste mesmo horário, eu estarei definitivamente num outro lugar, me borrei toda (não literalmente, porque com o nervosismo, meu intestino resolveu travar pra sempre). Serão cinco dias sem ir ao banheiro, sem saber me organizar, forçando a mente pra não deixar nada pra trás, forçando os olhos para captar qualquer movimento brusco de minha mãe, como por exemplo o que fazer quando o gás acabar. Nunca achei que teria esse tipo de questionamento na minha vida tão cedo, na verdade, sempre soube que eu teria já que meu destino me empurrou pra uma direção contrária à dessas donas de casa, e agora assim, repentinamente, percebi que terei cinco míseros dias pra aprender a trocar chuveiros, fazer feijão, deixar meu apê em ordem, mantê-lo em ordem. Ontem fui à americanas comprar uma pringles, como de costume, e me deparei com um jogo de panelas super bonitinho, roxinho, da tramontina. Nunca pensei que minha atenção se ateria à um jogo de panelas, depois à um jogo de talheres e por fim ao preço de ambos me lembrando que não caberia comprá-los na minha atual situação de pindaíba. Tenho cinco dias pra aprender a administrar meu dinheiro. Fico pensando sobre o restante dos dias que me passaram, no que é que eu estava pensando, o que é que eu estava fazendo, porque é que eu não estava me organizando fisicamente e mentalmente pra encarar numa boa a chegada desses 5 dias tão horripilantes e me dei conta que antes eu não tinha me dado conta. Tenho essa mania chata e cheia de consequências de nunca me dar conta de nada. Me lembro que nesse último mês, me esforcei como um camelo pra dar conta de pelo menos uma coisa: meu trabalho. Nesses oito meses de trabalho, descobri que apesar de ainda ser muito irresponsável e adolescente, levo extremamente à sério meus compromissos. Sou dessas que perde noites de sono pensando sobre o laudo ambiental, parecer técnico, vistoria, notificação, burocracia, blablabla, mimimi, todas essas coisas que ocuparão minha cabeça no dia seguinte e que eu provavelmente darei conta porque pra mim, trabalho é compromisso e compromisso é coisa séria. Talvez tenha sido por isso que eu tenha me esquecido que um dia os cinco dias chegariam, estava ocupada demais trabalhando demais. Valeu a pena, aprendi a beça! O que me atormenta mesmo nesses cinco dias não é tanto pensar na solidão futura, porque eu adoro a solidão, adoro meu espaço, adoro ter meu ritmo,  é pensar em ter que crescer como gente, porque apesar de eu ja ter crescido um pouquinho como profissional, não vou negar, minha vida é boa. Minha mãe batalhou a vida inteira pra me dar uma vida boa e eu não vou abrir mão dessa vida e virar franciscana, não sou santa ou mané. Penso sobre as contas de água, luz, esgoto, entre outras que eu terei que pagar e o pior, que não poderei esquecer de jeito nenhum, o que é um grande problema já que minha memória é péssima; Penso sobre a comida que terei que preparar se não quiser morrer de fome e modéstia parte, eu cozinho horrivelmente mal; Penso sobre a roupa que terei que lavar entre um período da faculdade integral e outro, penso, penso, penso e surto com esses cinco dias que me restam. Cinco dias repletos de muita tensão, e eu realmente espero que pelo menos meu intestino funcione nesses cinco dias. Até qualquer dia, fui.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Guia prático para sobreviver no vermelho.


Por mais que você negue, gargalhe da flagelisse do seu primo (que vive endividado) sem lembrar do velho ditado: "quem ri por último..", pense que nunca adoecerá desse mal horrendo que obrigatoriamente te suga as disposições de sábado a noite te fazendo ficar em casa por falta de um mísero tostão, jure que nunca irá se emocionar quando encontrar 5 reais perdidos em seu bolso... O vermelho sempre te alcançará! SEMPRE. E é por conta dessa minha experiência sórdida e deprimente que agora, do nada, sem resenhas ou rascunhos, nem ideias fantásticas ou engraçadas, elaborarei um pequeno guia prático sobre como sobreviver a algumas experiências radicais e novas nessa fase de classe média endividada que apareceu esporadicamente sem ser convidada. 

(Importante ressaltar que todas as dicas aqui mencionadas, foram idealizadas à partir de estudos reflexivos de alto calão e fatos verídicos deprimentes, ocorrentes nesses últimos três meses da minha vida de flagelo.)

DICAS PARA SUPERAR A PINDAÍBA, boa sorte! 

1 - Guia prático para se andar no shopping, no vermelho (e não se trata de tapete vermelho porque você é importante, se trata do vermelho negativado na sua conta, até porque você não é tão importante para os outros que não seja a sua mãe. No máximo, pode-se dizer que trata-se do vermelho de raiva que você fica sem grana):
Dói né andar no shopping e ver aquele consumismo adoidado, desnecessário se alastrando pelas bolsas victor hugo que não são suas, ver aqueles vestidos zara longos e lindos saindo nos braços de um outro alguém que não é você, ver aqueles sapatos de grife sapateando na sua cara de vontade. Mas tudo bem, nada é tão ruim que não possa piorar, você sobrevive... Nada que uma pizza enrolada de R$1,50 na americanas não dê jeito, é uma amarrada só no estômago praquele sorrisão de desconforto estomacal aparecer em seu rosto suado de quem teve que andar bastante pra evitar gastar com bus. Você deve estabelecer alguns critérios em sua vida de pindaíba ao ir no shopping, como por exemplo, colocar em prática o velho hábito de apenas olhar pra frente custe o que custar, nunca, JAMAIS, dê sequer uma espiadinha de canto de olho naquela sua loja adorada, porque nós somos fortes e não somos sadomasoquistas! Quando a vontade dessas lojas chegar forte, corra pro calçadão, porém, como o custo de vida anda meio alto até por aquelas bandas (sem dinheiro, até o Divino teria custo de vida alto), não vá muito alvoroçado às compras, porque no fim do mês, seu cartão certamente te dará um tapão servido no meio da sua cara de endividado. Respire fundo, abrace o produto, sugue a vontade de tê-lo com seu pensamento e não com seu dinheiro e vá embora com suas mãos abanando, no fim das contas você se sentirá vitorioso. 

2- Guia prático para se virar no sábado à noite: 
Nos embalos de sábado à noite, opte por não ir imediatamente ao barzinho de costume que te cobra uma fortuna só pelo couver, pense em fazer uma pequena parada antes, como um programinha novo, desses gostosos que seu primo que bebe corote com coca faz. Nada é tão ruim que a bebida não dê jeito! Se arrume que nem diva, se vista para matar e saia como se fosse jantar com Jude Law em algum point de L.A, não precisa ser apressada, quanto mais você demorar a sair, mais bêbadas estarão as pessoas na rua e mais relapsas também, o que te deixará livre para poder fazer aquela seu pit stop. O tal pit stop nada mais é que uma parada discreta num bar fuleiro, porém barato, onde você beberá tudo o que iria beber no barzinho careiro, mas pela metade do preço. Isso tudo é jogada de empreendedor, meu bem, tem que saber onde aplicar e quando aplicar. (Claro que se você soubesse como aplicar, você não estaria nessa situação lamentável agora, mas força na peruca e salto no pé, mesmo que do calçadão!). Arrisque uma caipirinha normal uma vez na vida e não uma daquelas que você é acostumado a beber que provavelmente venha líquidos de ouro, devido ao preço absuuuuuurdo, ou então como faria uma amiga, entorne o fogo paulista mesmo e já era, deixa a felicidade fluir e bora pro barzinho de costume, pagar apenas o couver. Economia é tudo nessa vida.  

3- Guia prático para locomoção:
Caso você não tenha carro moto ou uma alma boa que te dê carona pra balada, não opte por táxi, estudos recentes indicam que vem crescendo continuamente o índice de assaltos à mão desarmada pelos taxistas da grande Paraibuna. Ontem ouvi que um deles cobrou 20 reais pra levar uma menina do centro ao cuba, quase uma extorsão. Se você tem pernas, abuse do chinelinho na bolsa e caminhe até a festa, depois você coloca seu chinelinho havaianas branco com alça azul de 2001 na bolsa e sobe no salto. Se você não tem pernas, abuse de sua cadeira de rodas, aproveite as descidas, pegue embalo e chegue mais rápido na festa, apenas tome cuidado com seu penteado, ninguém gosta de um cabelo embaraçado pós ventania doida. Se você tem carro, pegue um pouquinho de gasolina emprestado do vizinho com um pedaço de mangueira cortada também do vizinho, se você tem moto, vá de moto porque é super econômica e ótima. Mas vá! Não deixe que a pindaíba acabe com sua festa.

Sem escolhas, entrei no clima de corte de gastos de corpo, alma e bolso. Siga as dicas e sobreviva você também!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Nota sobre tais queimadas descompassadas

Funciona mais ou menos assim: a água da chuva cai sobre a folhagem das árvores, escorre mansamente pelo tronco, chega no solo, onde é absorvida e acumulada no lençol freático e ai, TCHARAMMMM, pode brotar água da sua terra, dá-lhe uma nova nascente! Olha que lindeza de natureza! PORÉM (impressionante como na vida humana sempre há um porém), existem uns flagelados mau amados e loucos de ignorantes que não sabem cuidar de suas terras e de repente querem tudo "limpo", ai juram que a melhor opção é tacar fogo no terreno, como se o fogo não se alastrasse e não afetasse mais ninguém. Acontece, que num terreno "limpo" que foi queimado cruelmente por alguém que pretende comer fumaça num futuro sem alimentos, a água da chuva passará como enxurrada e levará consigo o resto dos minerais existentes naquele solo, extinguindo a possibilidade de haver novas nascentes no terreno, ou até o capim pras suas mães (já que muitos ateiam fogo pleiteando pasto) e fazendo com que as que já existiam, morram sordidamente. Um verdadeiro atentado à natureza! Uma natureza que nos propicia alimento, sombra e água fresca!!! AHHH, NA MORAL, vão pra puta que pariu! Ninguém é mais tão inocente a ponto de não saber o problema grave que são as queimadas e ainda mais, ninguém é tão alienado a ponto de não saber que isso é crime. Torço pra que o corpo seco em osso e osso (não deve haver muita pele) enfie uma tocha fervente em seus orifícios criminosos.. e digo mais, tomara que a terra os engula e os tais disseminadores  de fagulhas, sejam tostados no quinto dos infernos ferventes... Panacas! 

domingo, 4 de novembro de 2012

Trégua do universo

No meio de tanta merda, eis que há um dia de trégua! Quando a vida tá difícil o bastante pra você querer desperdiçá-la  na cama, dormindo, sozinha, no escuro por um mês inteiro, porque esse seria o único jeito de nada de ruim te acontecer (exceto pelos fantasmas mau amados que poderiam te infernizar), um dia o universo finalmente fica com dó e resolve abrir uma exceção. Um dia de luz no fundo do poço, com seus poréns, claro...  porque nada é fácil demais!
Depois de uma madrugada turbulenta, com muita dor de cabeça, vômito, choro e preocupação de mãe com  os cachorrinhos que ainda me restam, acordei antes das 8hs pra não perder a hora da tatuagem que finalmente consegui marcar. Não consegui comer direito, me arrumei depressa com toda a dor de corpo que houvesse nessa vida e fui em cima da hora correndo pro ponto. Descobri que esqueci meu pen drive com a árvore que eu iria tatuar, voltei correndo. Desci com dor no corpo inteiro, suando e mais do que encima da hora pra pegar o bus, que por sinal estava mega, ultra, master, blaster cheio de pessoas idosas que preferiram deixar as janelocas fechadas, mesmo com as 50 pessoas de pé no corredor. (Um beijo pra eficiente litorânea que magicamente criou ônibus que comportam até 300 pessoas). Esse foi o início do meu dia de luz no fundo do poço, por incrível que pareça. Fui rindo à toa porque antes de sair de casa, me deparei com o Bento e Betina que estavam sumidos de madrugada (motivo das minhas lágrimas), e com essa onda de assassinato de animais que já me tomou a Miuxinha, ando muito sentimental com relação à bicharada. (Se eu pego o doente mental, filho de uma monstra, asqueroso, puto, bastardo, flegelado de ânus enorme, calhorda, mal amado, recalcado, avulso que fez isso à pobrezinha da Miúxa, eu viro Dexter.) Cheguei cheia de coragem pra passar mais dor ainda e tinham algumas moças na minha frente. O stúdio tinha paredes de vidro, então eu seria atração por algumas horas com minha cara de dor para as pessoas que subissem, descessem a escada rolante ou que estivessem de passagem por ali mesmo, ou seja, pra geral! Incrível como me senti estrela, teve um momento em que umas 15 pessoas estavam acumuladas na parte de fora do stúdio, avaliando minha performance de pessoa forte que não faz careta. Sou dessas! Entre essas pessoas, por coincidências da vida, vi três parentas que não via faz tempo, de passagem pelo local, escolhendo um piercing pra mais novinha, tentei esconder meu rosto de dor, mas não foi possível... Eu era mesmo aquelas galinhas nos fornos de restaurantes. Fiz minha árvore que foi escolhida a dedo, e que foi rejeitada por dois tatuadores devido à imensa dificuldade de ser feita, e ainda houveram algumas rejeições  depois de feita, por parte de alguns amigos bobinhos. As pessoas não entendem que o fato da minha árvore ser colorida e meio sem forma, é porque eu sou uma pessoa com olhos artísticos que adora coisas impressionistas, então façam o favor de rejeitar minha árvore pra lá, seus sem visão para a arte!
 Enquanto eu fazia minha tattoo e parecia que minha perna pegava fogo, fiz amizade com um dos tatuadores do local que por incrivel que pareça, adora Parisbuna. O cara é igualzinho ao Jack Sparrow, tanto que ele faz trabalhos vestido de Sparrow e é sangue bom pra caramba. Incentivei o rapaz a montar um stúdio aqui na cidade pequena, e parece que ele vai mesmo, nada que um marketing dozamigo não resolva! (Stúdio Punk Tattoo - Shopping do Centro de SJC. Tattoos bem feitas, não muito caras e ainda com tratamento vip... Recomendo, me senti num SPA!) Antes de sair ainda fui convidada pelo tal Tarcísio Gente Boa Sparrow a participar do motoclube que ele montou, agora imagina se eu com toda essa minha tendência a motoqueirisse, não amei? Saí de lá com vários brindes, um convite e um contato novo, o que foi extremamente assustador pra quem estava assustada com as caras de mau dos rapazes. Após esse episódio bacana, resolvi migrar pro antro dos trabalhadores que vivem no vermelho e fui ao calçadão. Tô sem grana faz tempo, como já foi mencionado por essas bandas, andei devendo minha vida e isso quer dizer que o pagamento que caiu agora dia 30 já foi quase inteiro e pra uma pessoa consumista que ainda tem que comprar algumas coisas, tive que optar pelo calçadão. Impressionante como os lojistas do calçadão perderam a noção de preço! Se eu fui até o calçadão, era porque eu queria coisa barata, mas o povo de lá anda com o rei na barriga e tão jurando que viraram Boulervard, a coisa tá tão boa pro povo de lá que querem a qualquer custo enfiar brindes na gente. Passei em frente á uma dessas lojinhas de bijou e a mocinha gritava na minha orelha que o papelzinho que ela queria me enfiar, era pra brinde, que era só entrar na loja, que não precisava comprar nada... MINHA FILHA, EU DETESTO BRINCO E NÃO QUERO SEU BRINDE DA PIEDADE, VAI ENFIAR SEU BRINDE..... 
Foi difícil ficar naquele lugar bem habitado, com uma tattoo recém nascida, calçadão infernal, cheeeeeeeeeeio de gente e com as lojas explodindo de vendedores treinados na chatice, quis sumir imediatamente de lá e prometi não voltar tão cedo. Isso porque eu só queria achar alguma roupa meio hippie pra uma festa que eu vou (Uma HEADband vagabunda e feia tava custando 15 reais, absurdo) Esse povo anda acabando com a imagem hipponga com esse consumismo todo, desde quando pedaçoes de pano que o povo paz e amor usava nos anos 60, tem que custar 80 reais? ABSURDO! Lugares cheio de gente me desesperam numa proporção tão horrenda, que involuntariamente, saio correndo e gritando em meio a um desses surtos psicóticos. Voltei pra minha casinha feliz da vida porque consegui fazer minha tattoo, ganhei vários brindes, fui convidada a participar de um motoclube, e o mais importante, iria chegar em casa e rever Bento e Betina... E sem medo, tive que considerar esse dia, mesmo que meio atormentado, como um dia de alívio na minha vida que anda sem eira, nem beira. Quem sabe esse não seria um sinal de trégua do universo? Qualquer dia volto com outros relatos, porque imaginação hoje em dia também anda numa lástima só. Fui. 



terça-feira, 30 de outubro de 2012

De Ana das Loucas para Geni e o Zepelin,

Olha, eu sei que tá chato isso de ficar escrevendo sobre tudo que te acontece de ruim, mas a desgraceira parece que adorou entrar na pauta da tua vida fracassada, meu bem. Aceita isso... É tragédia que não acaba mais. Você poderia criar um marcador inusitado e mal amado em seu blogzinho chinfrin, denominado: Alvo de cosmo, ou então um outro chamado: Das tragédias verídicas que sugam a vida, e aí você jogaria 90% de seus textículos remendados nessa lixeira marcada e junto com eles, aquela vampira energética poser de  Chaplin e a outra que funde motor de carro. Não ouse me dizer que é tpm, que eu certamente não hesitarei em te estapear no fim do dia. Tpm é outra coisa! Lembra ontem quando você tava sem esboçar reação, com dor de cabeça e vontade de aniquilar essa racinha de merda humana? Aquilo era sua tpm. Talvez se você parasse de beber ou de ser freneticamente desaforada, sua vida seria mais fácil e beeeeem mais chata que de costume. Talvez você não goste, mas como a sua 4ª personalidade, pseudônimo, heterônimo, escambau - a dos fracassos  contínuos- me sinto no direito de não deixar que você se iluda com suas outras múltiplas personalidades trabalhadas na desgraça. Por exemplo, aquela que te faz pensar ser a rainha da cocada preta, deveria ter se aposentado faz tempo, coitada! Parecidíssima com aqueles vestidos obsoletos e esquecidos no fundo de um armário anos 80. Claro que ela só perde pra outra que jura ser a profissional, resolve um casinho aqui, outro processinho acolá, achando que tá abafando, dando conta, mas na hora que o caroço aperta, morre de vontade de virar uma macaca doida e gritar pulando de galho em galho. Amanhã ou depois, pode ser que eu te abandone, e mesmo que você comemore horrores após minha partida, você sabe que minhas palavras penetrarão naquele que é seu pior inimigo e meu fiel escudeiro, o subconsciente. Então até breve, te vejo em sua próxima bebedeira banhada de vexame.


De Alberto Caeiro, para Álvaro de Campos. 
De Bárbara Flagelada para Carolina Embriagada.

sábado, 27 de outubro de 2012

Porque desgraça pouca é bobagem!

Não sei se cuspi no cosmo, pisei no rabinho da estrela cadente do universo ou então joguei pedra em Buda, mas sei que as coisas andam mais insanas e estranhas ainda pro meu lado. To salvando árvore à rodo das mãos desses motosserreiros panacas, mas ainda assim a mãe natureza não anda me adorando não. Já cogitei até a hipótese de Iemanjá ser a causadora desse monte de tragédia nada nada cômica que vem ocorrendo comigo, talvez ela tenha mexido suas aguinhas e me lançou uma urucubaca braba pra eu aprender a nunca mais falar dela. É, não tá funcionando muito viu rainha dos cabelos armados e vestidos bregas! Não tenho saído tanto, bebido eu tenho, mas causado não... Mesmo que eu quisesse, não poderia! Meu saldo se encontra em quase 400 reais negativos. É uma lástima pra uma pessoa sem filho, nem marido encostado, que não paga aluguel e nem parte de sua comida. Não sei qual meu problema, mas que é sério, é. Depois de estragar minha moto, pagar uma fortuna no concerto, ainda tive a manha de ralar um carro que não é meu -  paguei outra fortuna. O stress finalmente me pegou de jeito, ando com toda a raiva incumbida e canalizada possível. Se eu fosse integrante de algum seriado, eu certamente interpretaria brilhantemente e surrealmente Dexter, estamos bem parecidos nos instintos assassinos. Até pouco tempo, eu tinha uma casa pra morar em Rondonópolis (cidade que farei faculdade), essa semana descobri que sou sem teto por lá (faltam 3 semanas pra eu ir de vez). Todas as noites tenho tido pesadelos, e não são pesadelos com castelos maquiavélicos, porém, lindos não. São pesadelos com coisas banais do dia a dia, mas que me atormentam até dormindo, como por exemplo trabalho demasiado, gente já falecida mas que volta e meia aparece apanhando muito de mim em meus sonhos, tombos de motos, acidentes de carro, pobreza, eu sem teto... coisas assim que andam fazendo bastante parte da minha vida real. Como eu tento ser paz e amor, abraçar uma árvore, ouvir uma música e relaxar, pensei dias desses em um remédio pra essa minha bad trip desvairada, stress significativo e cansaço cotidiano... Lembrei de uma música que diz: "A boa é se divertir, lançar mais uma tattoo, mandar os problemas e geral tomar no..." e me empolguei em fazer mais uma tattoo, me lembrei que a primeira que eu fiz, estranhamente me serviu como um banho de alma, mas resolveu por um tempo, agora tá na hora de fazer outra e ficar feliz a curto prazo novamente, se não fosse pelo fato de que meu tatuador foi-se embora pra SP, e eu to sem dinheiro, nem tempo... o que me leva a descartar todas as possibilidades de conseguir fazer outra tatuagem em um mês. To passando por uma fase onde tudo anda fazendo questão de se complicar pra mim, e eu que sempre venerei facilidades, to sofrendo. Mas tudo bem, uma hora o alvo do cosmo vira pra outra pessoa e isso passa, tudo passa.. Se não passar, tomo uns trinta passes, cinquenta bençãos e setenta descarregos.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Bullying Cósmico

O cosmo anda de sacanagem com a minha cara! Desde a semana passada eu venho percebendo um certo bullying cósmico por parte do universo com a minha pessoa e não ando vendo a menor graça. Alguma urucubaca braba andou grudando no meu pé de um jeito que não há pai de santo que dê jeito. Meu feriadão tão esperado e geralmente aproveitado, dessa vez foi uma catástrofe só (como eu já havia comentado com Deus e o mundo, porque sou dessas que adora expor as desgraças), mas isso, depois do incidente de moto, claro.  Após a frustração com o fim de semana litorâneo, diluviano e canino, pensei ingenuamente que as coisas iriam melhorar, as divindades superiores iriam ficar com dó de mim e eu ganharia, pelo menos na loteria, mas o zodíaco permaneceu em sua rota de Vênus alinhado à Marte e as coisas só tenderam a piorar! Meia-noite de terça e muito frio, quis colocar minhas necessidades higiênicas em dia e tomar um banho daqueles de dar inveja em qualquer Iemanjá rainha das águas poluídas. Cheguei cansada, suada e pensando no banhão e no sonão que teria pra trabalhar disposta no dia seguinte, quando em meio aos meus primeiros 5 minutos de banho a felizarda importantíssima e famosa que às vezes dá de acabar, acabou! Foram três gotas finais cuspidas com um tom irônico na minha cara pelo chuveiro, pra água acabar de vez. Tava frio e eu suja, no dia seguinte acordaria cedo pra trabalhar então não havia jeito de adiar meu banho. Não se via baldes ou panelas pra encher de água e tomar banho de canequinha, e o que me restava era descer até às profundezas e labirintos escuros localizados atrás de minha humilde residência e tomar banho gelado, com um fiozinho da piedade de água que caía de dois em dois minutos. Já mencionei que o tal banheiro esquecido atrás da casa é abrigo de cobras, aranhas, ratos, gnomos e lobisomens? Já era mais de meia noite e tava escuro, sorte que a lua não era cheia. Não acabou por aí, perdi a hora no dia seguinte, e quando eu colocava meu capacete largo pra descer de moto, eis que caiu uma rajada d'água que fazia os sapos nadarem pela varanda de casa. De certo era dia de trote no universo, o cosmo veio de fininho em casa, roubou toda a água da caixa e resolveu implantá-la no céu pra ser despejada bem na hora que eu fosse sair de casa. Cheguei mais uma vez atrasada no serviço. Fazem duas semanas que chego atrasada no serviço por culpa do meu subconsciente que quer ficar dando uma de espertinho em conluio com a "soneca" do meu celular e sempre acabo tendo que me arrumar em 10 min. Cheguei no trabalho e dá-lhe bomba! O esquisitão jogou merda no ventilador, e como numa cena desses renomados filmes brasileiros, pediu pra sair depois de muitos tiros no meio da testa e chutes imaginários no saco. (Que arda no mármore do inferno!). Mais um dia de hora perdida, acordei com dois gritos de algum espírito no ouvido. Sim, isso mesmo, dois berros estrondosos de alguma entidade irreal que resolveu, num ato de boa ação, me acordar. (Agradeço desde já a compreensão e colaboração dessa força magnética e diferente que me ajudou). O dia foi mais corrido e tenebroso do que eu imaginava que seria, entre vistorias, processos e uma tristeza profunda de quem está pra dizer adeus, ainda tive que desembolsar uma grana preta pra arrumar a Gertrudes/Queen of drama/ Pérola Negra que estava sem amortecedor... Isso mesmo, eu estava cavalgando por todo esse tempo com minha moto sem amortecedor. Agora entendo a dor corporal demasiada, mas nada comparada à dor de bolso que logo me deu ao saber que teria que desembolsar muitos cruzados pra que a Gertrudes voltasse a dar no coro, Queen of drama voltasse a reinar e Pérola Negra velejar. To quase entrando também numa dessas cenas de Tropa de Elite e pedindo pra sair desse universo canastrão! 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Em 1ª Pessoa frustrada e cansada.

Acontece que não ouve um sábado de sol feliz! Após aquela noite maquiavélica e em terceira pessoa deprimida, dormi para afagar o conflito existencial, e depois de várias horas me contorcendo dentre os pesadelos com arco-íris do mal, acordei. Como eu ainda estava só, não pensei duas vezes. Juntei apenas o que me seria útil nessa fuga descompassada (bombinha, cartão de crédito - que é transparente e brilha, mas que de FREE mesmo não tem absolutamente nada, já que me cobre mensalmente uma fortuna-, celular que já não possuía nem o pontinho da piedade de bateria, chapinha  (também não sei pra quê, se choveu), documento da Gertrudes/Queen of Drama/ Pérola Negra - minha moto) e saí com chuva mesmo. Até pensei em colocar aquelas sacolinhas de supermercado amarradas no tênis  como todo motociclista brega, mas o bom senso exigiu que eu deixasse molhar, afinal, seria uma chuvinha de nada - pensava eu iludida.   
A Ilusão é uma inconveniente em qualquer dos sentido que ela possa vir à calhar. Como ela não me pega de jeito nenhum no quesito amor, eis que a vagabundinha me arrebatou no quesito tempo. Já tinha planejado tudo depois de todo o Chico escutado na sexta... Choraria, dormiria, acordaria, partiria e assim foi, exceto pelo fato da neblina demasiada, pista escorregadia, chuva fortíssima e minha recém habilitação. Em alguns momentos na serra só faltou eu descer da moto e ir empurrando-a, mas me privei desse vexame e decidi ir sim à 10km/h nas curvas, nem sofro. Quem sofreu e bastante foram os carros atrás de mim, devo ter sido mandada pra inúmeros lugares criativos diferentes, causei um pequenino tráfego mas nem ligo, fui de acordo com as plaquinhas que indicavam que eu estava certíssima e que deveria mesmo ser uma lesminha. Cheguei (ufa), dei uma respirada de alívio, agradeci a Deus e as outras entidades/cosmo que me guardaram. Fui ligar pra genitora e avisar que a filhotinha havia chegado, já que não se encontrava nem vestígios de família também no litoral. Pô, alguém tava de sacanagem com a minha cara, fugi em condições inusitadas da roça pra não me sentir tão mais abandonada familiarmente e então chego na praia e estou novamente só? Nem Macaulay Culkin era tão renegado assim, ele ao menos tinha ao Jackson. Fiz o que todo recém habilitado com moto faz ao chegar de uma viagem tensa e molhada, fui dar voltas no centro e comer. Por incrível que pareça, não contente com a viagem tranquila, eis que a Gertrudes/Queen of drama/Pérola negra deu pra cair parada na calçada enquanto eu, sentada tranquila, comia meu pastel de SEIS reais. Deixei que ficasse caída ali, afinal, tinha pago SEIS reais no pastel... Óbvio que eu comi até meu dedo e lambi a mesa. Cheguei em casa ainda vazia, coloquei uma bermuda estranha e de mau gosto do meu irmão e assim fiquei pra sempre já que não havia possibilidade de sair farrear e me embriagar até altas horas devido ao delúvio que se misturava com o mar (nada morto). Sério, foi extremamente frustrante e decepcionante o fato da ignorância e sentimentalismo terem se apossado de mim e me fazerem descer sozinha, de moto, com chuva. Depois que os célebres desaparecidos pertencentes ao meu trio familiar chegaram, não ouve nada demais. Ficamos assistindo televisão todo o tempo, me estressei com o cachorro fedido e porco chamado Rafael e com o cachorro fedido e folgado chamado Zeus, a cor que peguei foi apenas o avermelhado de raiva, mas esse já é natural em mim. Gripei, não descansei e mesmo assim consegui gastar dinheiro. Me pergunto até agora que diabos eu fui fazer praquelas bandas, porque agora a bad trip  voltou com tudo e só me resta mais uma vez colocar Chico no último e espirrar até dormir, sem ousar planejar mais nada além de uma boa noite de sono. (De preferência, sem arco-íris do mal). 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Fato verídico em terceira pessoa

Sabe quando você finalmente encontra seu grande amor e ficam juntos para sempre? Nem eu, por isso não vou abordar esse assunto. A felizarda que vos conta não é muita dada aos romantismos da vida, até porque ao nascer lhe foi rogada a praga da encalhadez que decidiu seu destino até seus vividos dezoito. Devido aos seus frequentes problemas com memória, não há muito o que falar sobre sua noite anterior, tudo que sabe é que está sozinha, abandonada e esquecida pelos seus familiares. Que dó! Só não permanece em solidão profunda porque tem aos espíritos que adentraram sua casa e que ali permanecem provocando ruídos estranhos pelos quartos, fora isso só se ouve o barulho dos ventos uivantes e dos morcegos escondidos nos cantos escuros de sua humilde residência cercada de uma floresta linda e macabra à luz do luar. Pensa em assistir, talvez, Amelie Poulain pela trigésima vez, mas permanece num estado inerte de preguiça contínua e tristeza alcoólica, então prefere ficar acompanhada por Zeca Baleiro, em suas músicas melancólicas. No máximo pensa em trocar Zeca por Chico, o que desencadearia uma tremenda tragédia para seus sentimentos. Chico já foi catalogado como censura em momentos assim, a influência de Chico sobre sua vida em momentos mórbidos como esse é, sem dúvidas,  devastadora... Nem se atreveria! Talvez Amelie Poulain seria a solução, mas pra não decorar as falas, veria dessa vez em aramaico, já que em inglês e francês Amelie já ficou até roca, e dublado exigiria a paciência que não possui. A solução certamente está em parar de contrariar o destino traçado para tal sexta feira das desgraças, colocar Chico no último (de preferência Bastidores, Gota D'água ou Trocando em Miúdos), chorar até querer dormir e acordar bem disposta num sábado de sol feliz.    


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Politicamente incorreto

Pra início de conversa, quero deixar explicitamente explícito que esse blog é meu e nele eu expresso a visão de mundo que eu quiser, sendo ela psicodélica ou não. Hoje o papo é sério! Como já havia dito, não havia manifestado minha opinião quanto à política até agora porque de polêmica já basta toda a minha vida, mas como a ilustríssima eleição já acabou mesmo, posso falar o quanto eu quiser, sobre o que eu quiser, a hora que eu quiser. Primeiro queria manifestar minha indignação quanto à candidatura de alguns vereadores em nossa Câmara. Puta que pariu Paraibuna, eleger tais caras? Não existe aquele papo de: "Bem feito, vão ter os administradores que merecem" porque certamente eu não mereço ser representada por três ou quatro concebidos no desespero. Não existe aquele velho argumento de que o povo foi ignorante, porque ignorância é outra coisa, o povo foi burro e muito burro, apesar que nem o referido animal seria tão burro. Eu penso que se o cara tem a conduta que tem em sua vida pessoal, exemplificando, se o cara já não vale absolutamente nada, ele não deveria nem ousar pleitear algum cargo que represente o povo, até porque se falha na vida pessoal (a qual não me interessa), imagina na pública?! Protestar não é eleger Tiririca, protestar não é eleger um cara com caráter duvidoso só porque armou barraco, até porque só no ato de armar o barraco já fica bem claro a classe e postura do cidadão. Críticas são sadias, fazer política é exercer seu papel de cidadão, ir contra algumas ideias é cuidar para que tais ideias não virem mandamentos, DESDE QUE sejam feitas de acordo com o bom senso, sem faltar a ética e nem abusar do desespero. Quando você joga seu voto no lixo enquanto pensa estar "protestando", você está SIM elegendo DE VERDADE alguéns que  ganharão o nosso dinheiro pra passar os próximos 4 anos atirando copos em quem ousar ir contra seus mandamentos, alguéns que possuem um vasto passado negro, entre outros alguéns aquéns que gargalham da cara flagelada de quem os elegeu por cerveja, churrasco e muita farinha (no churrasco, claro!). Nunca fui muito fã da políticagem que se faz em torno da referida política, mas também não sou uma alienada, e na moral, me pergunto incessantemente desde ontem: Sério mesmo Paraibuna?


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Enfim os danos físicos!

Vou lhes contar uma coisa muitíssimo importante, de altíssimo fundamento e baseado em infelizes fatos reais. Tomar injeção no bumbum dói e muito! Como já é de conhecimento geral da nação, tive um pequeno devaneiozinho acidental com minha moto. Tá certo que não foi tão "inho" assim, já que fiquei torta, manca e parecidíssima com os zumbis de "The Walking Dead". Tive que ir ao médico tirar raio-x, usar uma adorável coleirinha ortopédica e o pior... tomar DUAS INJEÇÕES NO MEU LINDO E FRÁGIL BUMBUM. Nunca fui muito fã de agulhas, se vocês observarem direitinho, nem brinco eu uso (NUNCA), mas com o tempo tive que ir me acostumando com esse malditinho pedaço de metal que adentra minhas veias por qualquer motivozinho torpe, só que dessa vez, ao invés da injeção cumprir seu papel terrível na sociedade de adentrar minha veinha como de costume, eis que aquela moça não tão simpática, vestida com um camisão amarrado nas costas - provinda de algum episódio tenebroso de American Horror Story, disse-me que a agulhada da vez seria em meu bumbum, e com toda a sua impertinência, infâmia e falta de amor ao próximo enfermo, ressaltou em alto e bom tom que seriam DUAS vespadas, e cada uma de um lado de meu ilustríssimo bumbum, ainda ousou me dizer que se eu mexesse ou ficasse tensa iria doer mais. ABSURDO, ENTÃO AGORA SÓ PORQUE ELA PARECIA COM UMA FREIRA MACABRA ELA TEM QUE DECIDIR O DESTINO DE MINHA DOR? QUEM FOI QUE ORDENOU ISSO HEIN? Ahhh, patifaria, só não lhe falei poucas e boas naquele momento porque tive medo dela puxar minha perna de noite. Olhei severamente pra moça, olhei pra minha belíssima e sofrida tatuagem e pensei: seja Bárbara, vai fundo.. você consegue.. Fechei meus olhinhos e me inclinei para aquele terrível destino que me aguardava. Doeu e muito, doeu tanto que sugou minha dor da perna toda para a bunda, isso foi bom, pelo menos agora eu poderia andar desde que não quisesse sentar.... em hipótese alguma! 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Repensando planos antigos.

A braveza é sim uma desgraça na vida da gente! São 8hs da manhã e já tive a capacidade de tomar um senhor capote de moto. Eu? Bom, meu único hematoma físico é um futuro roxo imenso na perna, que aliás tá doendo pra caramba, mas como vivo cheia de roxos, vermelhos, amarelos, azuis anis na perna, nem sofro. O que sofre e muito é meu bolso que ao olhar para os danos em minha linda moto recém comprada, chorou lágrimas de sangue. O prejuízo se baseia em: tanque amassado, farol com o canto quebrado, lataria toda arranhada, pezinho torto e despedaçado. Pelo menos não quebrei novamente o retrovisor que foi trocado semana passada devido a uma quedinha de leve, que aliás, ocorreu do mesmo lado que essa, e que as outras... Acho que já tomei uns 3 capotes de leve e esse medonho, todos do mesmo lado. A braveza talvez seja a maior desgraça na vida da gente, ainda mais quando acoplada à pressa e falta de paciência, aí pode ter certeza que o resultado será merda. Então me pergunto porque é que me excedi e voltei  pra esse mundo onde os relógios fazem a hora... Sim, isso mesmo, nesse mundo onde os relógios definem o cotidiano, a vida. Se eu estivesse numa dessas comunidades alternativas como até tentei por uns tempos, nesse momento, ao invés de cair feio de moto, eu estaria abraçando uma árvore, ou plantando uma árvore. To pensando seriamente em voltar com aquela minha brilhante ideia de querer ser Hare Krishna, Hindu, ou até mesmo seguir o Budismo, abdicar de toda a braveza em mim inserida e meditar ao som do mantra  Om. Deixaria pra trás os resultados de merda da minha condição de vida apressada e consumista e seria uma dessas naturebas, feliz, paz e amor. Hoje vou ao shopping e será como uma despedida dessa minha vida apegada. Desapega Bárbara, desapega! 




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Porquê, hein?

Não gosto de ser corrigida. Acho de uma petulância exaustiva aqueles bombardeios insignificantes e sem sentido que as pessoas cismam em ter para com a minha pessoa quando, atrevidamente, insistem em dizer que seria melhor se eu colocasse uma preposiçãozinha aqui, ou um advérbiozinho ali (vou dizer aonde seria  ideal enfiarem essas preposiçõezinhas!). Até acato porque nasci da paz, mas quando o caboclinho pensa ser o próprio Aurélio em pessoa e não se contenta nunca, ah.. aí o bicho pega! Se eu quisesse palpite, eu iria morar em uma novela de época global, até porque se palpite fosse bom, ninguém se atreveria a sair distribuindo por aí. Odeio palpites, minha gramática e eu nos damos muito bem! Por um acaso alguém já me viu por aí metendo o bedelho nas contas matemáticas ou pregando sermões sobre qual é a capital da Dinamarca? Patifaria! É uma tremenda patifaria eu desgastar por minutos à fio o meu célebre intelecto, pra no fim vir um fubanguinho que fala errado e corrigir minha minuciosa escrita. Acho sinceramente um absurdo. Quero ver o dia em que eu pegar um vocabulário grande, de madeira e em chamas e colar como zap na testa de uns e outros. Ou em outros orifícios também... Não me restrinjo só à testa! 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Singing in the rain..

Pode vir pajé fazer aquelas dancinhas macabras, cacique invocar os ancestrais chuvosos, wicca tentar ministrar os poderes da natureza,  que não vai adiantar, não vai chover de jeito nenhum. Ninguém sabe, mas a verdade é que São Pedro tá com infecção de urina, e por conta disso estamos sob essa seca dos infernos que faz a garganta arranhar, a asma agravar e a tosse secar. Ontem mesmo, numa tentativa falha de cuspir, acabei assoviando. De certo a mãe natureza tá puta com a nossa conduta irregular e resolveu dar uma liçãozinha nesses filhos de uma dama que por ventura realiza desejos extra conjugais remunerados. PORQUE DESCONTAR EM TODO MUNDO, HEIN MÃE NATUREZA? Tem gente aqui que ainda protege o meio ambiente e até pega piolho dando aulinha de educação ambiental pras criancinhas ranhentinhas, porém, fofinhas da roça.  Pô São Pedro, dá uma choradinha aí de cima, já iria resolver alguma coisa. O desespero tá tão grande pela referida e escassa chuva, que ando cantando desesperadamente todas essas musiquinhas com conteúdo praguento, que o povo nos esmurra se cantarmos em janeiro de praia, tipo aquela: "tomara que chova seis dias sem parar" e aquela outra: "chove chuuuuva, chove sem parar.." Do jeito que as coisas andam, to até prevendo o dilúvio que acontecerá depois que essa seca nordestina toda passar, porque nada mais nessa vida consegue ser equilibrado, nem mesmo a natureza. Chega a ser deprimente assistir "Cantando na chuva". Me emociono ao ver tanta água desperdiçada num filme e nós aqui, nessa amostra grátis de bordel abafado, só não choro com tamanha precariedade da situação atual, porque me falta água até nos olhos. 


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nota criminalmente rápida

Eu poderia abrir um inquérito policial sobre o dia a dia de labuta. Primeiro que sou constantemente ameaçada por um membro do crime organizado que volta e meia, me lança aquele olhar maléfico de chefe da máfia e que um dia, com toda a certeza em mim inserida pelo cosmo, acabará me desovando em algum eucalipteiro ou vala qualquer dessa pequena piscina cheia de capivaras, chamada Paris-cidade-da-luz-aos-peixes-de-águas-escuras. O cara é realmente intimidador! Se finge de bom moço, oferece bolinho, mas na verdade é desses que espera a gente sair da sala pra então, com seus movimentos friamente calculados, numa atitude agressiva e planejada, dar aquele empurrão severo na pobre trabalhadora esforçada que sou eu. Tenho sorte por Deus gostar de mim e não me deixar cair e quebrar os dentes, ou bater com a cabeça na porta também degradada pelo vândalo em questão e acabar num coma profundo. Agora consigo finalmente entender o trabalho de pessoas como Clarice Starling, que sofre constantemente ameaças e é alvo dos truques psicológicos e psicodélicos utilizados pelo célebre Hannibal. Eu deveria ganhar um salário de FBI devido à tamanha periculosidade psicótica a qual estou sujeita diariamente. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sobre as coisas que só acontecem em feriados.

Não bastasse o calor dos infernos, o trânsito macabro, o excesso de carro e acidentes nas rodovias, o odor inigualável daquela maldita fumaça preta emitida pelos caminhões/ônibus/lata-velhas que dão início a um novo aquecimento global por minuto, me irritando profundamente e me deixando com o estômago embrulhado, também há aquela multidão de pessoas estranhas e aleatórias que aparecem nos momentos mais WTF? possíveis. Vésperas de feriados são sempre a mesma coisa! É aquela alegria contagiante de pobre que vai farofar na praia, aqueles planos de sair de noite, beber todas e conhecer vários camarões estragados, aquele pensamento positivo de "vou ser atropelada no mar por um príncipe de jet ski" na melhor das hipóteses, e então você pega  a rodovia com aquele acúmulo desesperador de veículos e desce feliz ouvindo um pagodão, pensando apenas no sol que vai tomar. De duas, uma.. Ou você desce e cai aquela chuva resultado de dois meses de seca, ou faz aquele sol infernal, mas você por motivos femininos não pode entrar no mar. Depois de tanto queimar o pé na areia fervente, asfalto-amostra-grátis-do-inferno, se melecar no sorvete de um real que ficou cheio de areia por conta do vento quente e abafado típico de beira do mar, ouvir aquele povão cantando raça negra, não passar protetor e ficar dolorida pra caralho, você volta pra casa velha e alugada, dar aquele cochilo depois da macarronada com itubaína quente, pra de noite poder sair com seus amigos e compensar a desgraça matinal. Nove e meia e tá todo mundo arrumadíssimo e chiquérrimo com aquelas havaianas branca e azul no pé e shorts jeans com uma blusinha fresca. Desce um copo, vila uma latinha, desce outro copo, outra latinha e outra e outra e surge aquele primeiro sorriso de embriaguez e olhar  distante, quando você percebe que há um parquinho com brinquedos que te rodam e te deixam de ponta cabeça, como o kamikase, por exemplo. Alguns gorfam e já era, acabou-se a noite naquele momento, outros engatam de vez na bebedeira e vão bem loucos rumo à multidão alucinada. A cultura da noite se resume em:
"Chora que chora novinha chora, novinha novinha chora, novinha novinha chora..."
"É cinco mulhé pra cada dois hómi..."
"Ela não anda, ela desfila, ela é top, capa de revista..." 
Eu realmente acho que essas músicas na verdade são códigos enviados por extraterrestres durante alguma drug trip aos Mc's de plantão, que estão propagando esses sons alucinógenos para, na verdade, nos hipnotizar no meio da noite, no auge de nossa embriaguez e nos levar a fazer aquelas burradas intergaláticas. Já vi casos de pessoas hipnotizadas por esses sons alucinógenos que pularam no mar de madrugada pra trocar um lero com Iemanjá, também já fiquei sabendo de uma doida que tirou o vestidinho curto molhado e saiu correndo pela praia, uma outra vomitou na mesa de um bar chique, mas isso é história pra um outro dia. Em meio à noitada, as pessoas são divididas entre os que causam e os que cuidam, geralmente eu fico no grupo das que causam, não nego, mas dessa vez me deparei com um colega mutcho mais doidjo e fraco que eu. Estava ele, louco, devia ter tomado todas e brincado no parquinho, então desmaiou e gorfou e gorfou e gorfou, aí com todo o espírito de médica em mim inserido, levamos o pobre gorfado num kioske atrás de tudo e de todos, quase não evidente e vexatório. Aconteceram algumas outras coisas das quais não citarei , dentre elas uma passagem por umas loiras gostosas que possuíam narguilé. Por narguilé até eu as chamei de gostosas, mas o WTF da noite começou aí. Eu, com o cara vomitado e desmaiado e à espera do grande brother Samu, estávamos pacientemente bêbados e parados (ele sem escolha porque estava deitado-morto-vivo e eu sem escolha porque ele estava deitado-morto-vivo), foi quando um segundo rapaz também embriagado, mas que não deve ter chego no parquinho porque não estava gorfado (eu acho), sentou-se ao meu lado e resolveu desmaiar. Não sei, fico pensando nas mil e uma coisas que aquele infeliz aleatório deve ter pensado, como por exemplo: Oba, uma trouxa que já ta cuidando mesmo, vou me instalar por aqui também! Além de ter que cuidar de dois, um amigo e outro desconhecido, ainda tive que revezar entre os vômitos e pancadas que ambos levaram na cara numa tentativa falha de reanimação, foi quando um cara de cavalo apareceu. Sim, um cara de cavalo na beira da praia, às 3h30min da madrugada, dizendo que era de Paraibuna. Como assim aparece um cara do nada, de cavalo, dizendo que era de Paraibuna e de madrugada? Neguei, disse que o cara não era nada de Paraibuna e que era tudo fingimento. Não sei bem porque fiz isso também, mas nesses momentos é melhor não questionar muita coisa. O cara com cavalo se zangou e jogou o cavalo pra cima de mim! Sim, eu na praia de madrugada com dois desmaiados e o cara ainda teve a pachorra de mandar o cavalo me morder, seilá. Se o infeliz não tivesse com aquele bicho enorme, eu juro que jogava meu amigo gorfado em cima dele. Samu chegou e disse que não cabia o aleatório em seu camaro amarelo. Porra, como assim não cabia o cara aleatório que eu tinha cuidado com tanto amor e carinho e que agora estava com a cara vermelha de tanta bofetada? Não tive escolha, larguei o pobre estranho à dará apenas, porque Deus não tinha nada a ver com aquilo e como sabemos, a palavra dará é muito comum no vocabulário embriagaico, seja homem ou não. Levamos o amigo gorfado à casa do Samu (Santa Casa) que ficou muito bravo por sinal e entregamos o pacote à família decepcionada. Voltei quase 6hs com dor no pé, vomito no braço, cara de flagelada e com muito sono. Como toda trabalhadora que quer fugir da rotina À QUALQUER CUSTO, dormi pensando se daria praia no dia seguinte, porque eu sei, você sabe, nós sabemos que essas coisas só acontecem em feriados, e deles não abrimos mão! 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O mundo paralelo da terceira dimensão


Eu, descolada e gente boníssima que sou (traduzindo: sociopata e serial killer, que anda com um rifle imaginário), estive pensando sobre a terceira dimensão existente num mundo paralelo. Sim, porque se você pensa que só existe o “aqui e agora”, saiba que estás redondamente enganado, meu caro! Nós vivemos essa eterna sucessão de fracassos, vexames e martírios desse plano infeliz que estamos denominado Terra, porque nascemos com o orifício virado pra qualquer muquifo transcendental que não fosse a Lua, e demos um azar tremendo, pegamos o pior plano para viver. Se você acha que sua vida está ruim, que você não passa de um mal amado, avulso e pé rapado, acredite, sua vida está mesmo num balde de fragmentos saídos de um orifício sem dono e não irá mudar até que você mude, mas o interessante mesmo desse realismo verídico dotado de vida de merda, é que na terceira dimensão supracitada, a vida é ótima. O mundo pra início de conversa, lá é rosa para as meninas (e alguns meninos) e azul para os meninos (e algumas meninas), portanto, se você tem algum problema de nascimento, talvez aquele tombo de cabeça que tomou quando saiu da pitchorréia de sua mãe que acabou desencadeando algum problema sério com as cores rosa e azul, já não pense em se transgredir para a terceira dimensão, porque lá tudo mesmo é rosa ou azul, inclusive as árvores e as canetas (as pessoas escrevem com caneta azul no mundo rosa e com a caneta rosa no mundo azul para poder enxergar com perfeição). Na terceira dimensão, a vida flui bem. Além das diversas tonalidades de azul e rosa, os vizinhos são ótimos uns com os outros, os cachorros nunca fazem coco naquele lugar que você com certeza irá pisar com seu salto agulha novíssimo e caríssimo, os gatos não ficam se esfregando eroticamente em sua perna, trazendo aquele pequeno transtorno carnal e desconforto sexual, não existe guerra, todas as pessoas se ajudam, a maconha varia entre rosa choque e azul anil, olhos não ficam vermelhos nunca, você tem várias motos e é bem sucedido. Não existe como ser fracassado na terceira dimensão. Além de você ter muitas casas, carros e um excelente trabalho, não existe corrupção, nem tráfico, ninguém rouba porque todos são igualmente ricos e educados, uns amores. Falando em amor, nesse mundo paralelo, todos tem um único amor pra vida inteira, e todos, preste a atenção, TODOS OS HOMENS SÃO LINDAMENTE E GOSTOSAMENTE IGUAIS, as mulheres também, evitando aquele risco de você se deparar com uns músculos a mais passando pela calçada e largar seu bofe (não tão bofe quanto o outro) pra trás. Lá a história de "almas gêmeas" realmente acontece, por não existir competição de beleza ou gostosura já que todos são iguais fisicamente, as pessoas não se separam nunca e o casamento é a instituição mais rica de todos os tempos. Não existe vexame na terceira dimensão, se um bebe, todos bebem a mesma quantia e dependendo da proporção de álcool no sangue, fazem sempre a mesma cagada, levando todos a ficarem deboinha, ou a terem amnésia alcoólica depois de uma noite de vexames, sem lapsos de memória, não havendo dessa maneira, qualquer discórdia ou ressentimento. Até as brigas são ótimas e bem humoradas praquelas bandas.  O termo "ressaca moral" é inexistente nesse mundo, não há julgamentos, tudo que você fizer vai ser lindo e uma forma de aprendizagem, as pessoas são evoluídas ao máximo e possuem seu próprio fone de ouvido com potência ensurdecedora e com programa de comprimir o som apenas para seu dono, fazendo com que ninguém tenha que ouvir o batidão recalcado do colega popozudo. Se você ainda não sabe, existe um de cada um de nós vivendo no universo paralelo situado na terceira dimensão e fique puto, lá você vive otimamente bem enquanto aqui... Ah meu caro, aqui vivemos naquele eterno balde de vômito do amigo que gorfou no seu pé.  

No meio do caminho tinha uma preguiça..

A minha preguiça, típica de cotidiano cansativo, é tanta que ando atraindo preguicinhas por aí. Hoje, depois de ter que acordar 6hs da manhã pra ministrar educação ambiental numa escola far far way, mas que eu não ligo porque adoro a criançada (dormindo, claro) depois de também ter descido de moto com uns -10ºC, e depois de ter fundido um motor de um carro oficial (óbvio que eu não era a motorista) e ter sido guinchada até meu local de trabalho com aquele barulho de ambulância incessante na frente de um velório em atividade, saí fugida com um colega de trabalho excepcional e fui visitar um piscicultor. No caminho, eis que surgiu a tal preguicinha-top-model esparramada num pasto, coitadinha. Efetuamos o resgate da pequena colega com estilo de vida semelhante ao meu. Seguem as fotos da popstar! 

 Fazendo pose de preguiça assanhada.

 Piscadinha para seus fãs.

Tchauzinho de miss.



Obs: Todas as fotos aqui inseridas, contêm seus direitos autorais de Preguiça importante. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A verdade é que a culpa é toda da praga do processo indígena.

Existe um processo em minha mesa desde que cheguei no presente local. Na verdade, o processo existe à muito tempo, só foi mudando de mesa no decorrer dos anos. Tenho certeza absoluta de que esse bendito processo chegou aqui por volta de 1500 com os portugas, na mesa de Pedro Álvares Cabral, mais conhecido como Pedrinho do Processo. Algum branquelo metido a besta deve ter adentrado as terras de Vera Cruz e quisto cortar um pau-brasil e então, um índio muito sabido e visionário, pensou em abrir um processo na época. Pelo visto ninguém deu muita bola pro processo, ou pro índio, já que hoje quase não existe mais pau-brasil. Tentativa falha e frustrante que me deixou com um quase-papiro em minha mesa, ali no canto, não podendo ser resolvido por inexistência do índio, ou da árvore. Jogado à margem da solidão, sem um outro processo qualquer pra lhe fazer companhia, um documento verdadeiramente encalhado, banido pela sociedade processual. Triste pensar que existe coisa dessas, um processo sem qualquer amor, coisa muito incomum na vida de algumas pessoas, como por exemplo na minha vida bem resolvida e ótima, que vive cheia de amores e nada de documento encalhado, sempre cheia de alegrias e vários outros "processos" disponíveis, uma beleza, pena que não é verdade. A verdade é que o processo tem a mim e eu tenho ao processo. Nos completamos, somos nós e mais ninguém (por pura falta de opção de ambos), uma relação linda de cumplicidade e carinho, onde eu não abdico do documento e ele... 

...Bom, ele nada. Ele não poderia fazer nada por mim, já que não passa de papel. Pelo jeito quem tá ótimo na história é o documento, que fica aqui na mesa, guardadinho, quietinho, sem aborrecimentos, sem ninguém pra lhe encher seu saco de papel e por se tratar de um documento, não deve muito ligar pra solidão que o circunda. A verdade é que o processo tá muito melhor que eu. Devo ser alguma descendente de Cabral e os índios da época, com raiva da supressão do pau-brasil, lhe rogaram essa praga da "encalhadez"que sucedeu  nos descendentes e chegou até mim. Mas como eu sou uma badass, desafiarei a praga indígena e ancestral e contratarei um desses namorados de aluguel. 

Interessados barateiros, favor entrar em contato no tel: 0800-55-5050. De preferência, venham entregar seus currículos, proclamando a alegria após discar o número ou simplesmente dizê-los em voz alta e com uma pizza portuguesa nas mãos. Gradecida.  



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Conversa de sanatório por pura embriaguez pós Dexter

-Veja bem, tenho um segredo que jamais revelei a alguém.
-Segredo, como assim segredo? Que segredo?
-Se eu te contar, você jura que não conta pra ninguém? Isso seria um caso de polícia.
-Te juro, mas conta logo, porra.
-Talvez se eu te contar, você não queira mais sair comigo.
-O que poderia ser tão ruim assim? Não vou te julgar.
-Sou uma Serial Killer.
-Como assim? (muitas gargalhadas)
-Sério, eu sou mesmo uma Serial Killer. Eu mato pessoas.
-Como assim mata pessoas? (sem mais gargalhadas)
-Olha, eu acho que estupradores e pedófilos merecem morrer, então eu os mato.
-Como assim merecem morrer, como assim estupradores e pedófilos, do que você tá falando?
-Não precisa acreditar, mas eu mato as pessoas que se encaixam no meu código.
-Código? Que porra é essa de código?
-Sim, tenho um código e sigo meu código a risca. Mato estupradores e pedófilos.
-Não te julgo, eu te entendo. Mas porque você nunca matou o falecido? Eu te ajudaria.
-Apesar de o falecido não estar morto de verdade e eu ter essa imensa vontade de esfatiar o filho da puta, ele não se encaixa em meu código. Essa festa mesmo, tá cheio de pedófilo.
-Pedófilo aqui? Aonde?
-Olha atrás de mim, o cara vestido de zorro. Ele é um pedófilo e é o próximo da minha lista. 
-Você tem certeza? Eu trabalhei com esse cara, ele não parecia ser pedófilo.
-Sim, ele é e vai morrer.
-Ok, eu te ajudo, agora vamos lá pra dentro dançar, depois tratamos do presunto.


domingo, 19 de agosto de 2012

Um brinde de Enxak àquela dor.

Domingo: palavra que automaticamente costuma ser associada pelo cosmo, como: vamos inserir AQUELA enxaqueca desvairada na célebre Carolina, que de jeito adolescente que faz enlouquecer, não tem absolutamente nada. Nunca vi coisa igual, posso passar o ilustre sábado sem colocar uma gotícula de álcool em minha boca que mesmo assim, a dor de cabeça no domingo já pré-estabelecida, cisma em aparecer. Eu provavelmente devo ter provocado uma urucubaca braba em alguma mula sem cabeça e agora toda essa tortura, não passa de um feitiço de vingança. Caso algum desavisado passasse por mim, certamente iria me confundir com alguma réplica feminina e paraguaia de Chico Xavier, sentada, com as mãozinhas de vidente forçando o encéfalo e os olhos fechados de dor, provavelmente com tanta dor eu já devo ter tido umas trinta visões com possíveis formas de suicídio, mas por enquanto não as porei em prática pelo bem da humanidade, que ainda precisa que eu faça alguma coisa no mundo, que não seja viver coçando o saco que eu não tenho enquanto tomo uma coca-cola, porque detesto cerveja. Nem pra isso o domingo serviria pra mim. Imitar um desses canastrões maneiros, dos quais eu não julgo nem um pouco, pois se eu fosse homem faria igual, colocando no futebol da tarde, tomando uma cerveja e relaxando. Adoro futebol, mas em hipótese alguma conseguiria assistir uma partida inteira com esse incomodo infernal que atinge minhas idéias. Em hipótese alguma eu conseguiria fazer qualquer coisa com esse encosto sentado sobre minha face. Vamos lá desperdiçar mais um domingo, que já não é lá aquelas coisas, pra aquela enxaqueca dos infernos. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Enfm, SEXTA FEIRA!

FINALMENTE, sexta feira chegou. Até 5 horas essa sexta feira pode muito bem ser confundida com uma segunda, já que expediente é tudo igual, mas querendo ou não, hoje é sexta e não segunda e amanhã é o queridíssimo e aguardado sábado sagrado de festas, bebedeiras e que de sagrado não há absolutamente nada, já que nem dia oficial de missa é. Porque assim, dia oficial de missa é no domingo (não que eu vá todo domingo). Depois das 5hs eu poderia sair sem rumo por ai, talvez ir pra cidade grande visitar o shopping, talvez ir tomar uma caipirosca com os amigos, eu poderia descer pra praia e tentar ter um papinho com Iemanjá de novo, acertar as coisas com a Rainha do Esgoto, emprestar minha chapinha e meu vestido roxo pra ela, oferecer um camarão na moranga, um peixinho frito, eu poderia fazer váááááárias coisas. Provavelmente eu vá voltar pra minha casa e dormir porque acordei muito cedo, aí lá se foi a sexta feira, perdida para o cansaço da labuta. Como somos humanos mesmo havendo controvérsias muitas vezes da minha parte, há o sábado. Deus com sua ingenuidade demasiada quando criou a sexta feira, pensou: coitado do homem e sua costela (nós), são seres de coração tão bom, honestos, humildes e sinceros! Dar-lhe-ei um dia de sossego: eis o sábado. O dia de sossego então tornou-se o honrado dia de fazer esquenta com churrasco  desde o acordar pra então emendar num baile funk na madruga, onde o sábado termina com pessoas vomitadas, caídas em valetas, dormindo. Domingo é o dia sagrado, aquele que magicamente te confunde e se aproveita da sua ignorância em excesso e do seu ainda estado alcoólico de sábado. Você acorda se perguntando que caralhos aconteceu no dia anterior, mas finalmente é domingo, aquele que você nunca sabe se é o último ou o primeiro dia da semana. Entre dores de cabeça infernais e vômitos de dia seguinte, o domingo se torna aquele dia incrível com aquele sol horrendo que insiste em esquentar a sua cabeça que já possui sérios problemas enquanto você volta pra sua casa, ainda cambaleando, e com hematomas assustadores e intrigantes da noite anterior. Esse processo de ressaca, geralmente leva o sétimo/primeiro dia da semana avassaladoramente, é abismante a rapidez com que o domingo insiste em passar e então você dorme e dorme e dorme e perde a hora de ir pro trabalho na segunda e na terça e na quarta e na quinta e finalmente na sexta, onde você ingenuamente pensa: Enfim, SEXTA! E não se lembra do trágico procedimento degradante, que realmente é o tão honrado fim de semana.  

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Relato desinteressante à beira das 17.

Não, nada disso interessa a qualquer ser humano entediado ao extremo que esteja perdendo seus preciosos minutos lendo meus relatos egocêntricos e pessimistas, mas, já que o propósito inicial de mergulhar em mais uma dessas infinitas redes anti-sociais foi de lamentar a vida em um website, cá estou eu, o fazendo novamente. São 16:34hs de uma sexta-feira não 13, mas sexta, e a tão aguardada e querida 17hs fim-de-expediente não chega de jeito nenhum. Com certeza foi algum funcionário não-público que trabalha até as 16hs que fez o favor de rogar essa praga da lentidão do tempo em todos nós que aqui estamos e que não esperamos por mais nada além das 17hs. Mandinga braba. Talvez seja necessária pra urucubaca dar certo, uma tartaruga preta, uma lesma peluda, um avô de cento e dois anos e um filho da puta que quer sacanear todos os funcionários nesta cidade presente e que conseguiu todos os ingredientes da cessada nas horas. Faz cinco horas que são 16:34 e o tempo tá vomitando bullying na minha cara. Pô, sexta feira véspera de festa e o relógio não se move. Nem o sol anda se pondo! Que macumbaria é essa?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dada ao vício de se meter

Quando eu digo que sou dada ao vício de me meter, eu não me refiro ao ato contundente e metafísico de aderir tal verbo (sexualmente falando), ou seja, não me refiro à putaria em geral. Me refiro às minhas constantes intromissões nas brigas alheias quando há um relevante índice alcoólico em questão (ou não). Me refiro também às variadas vezes em que não sou chamada na conversa, QUALQUER CONVERSA, mas pra não ficar de fora já vou logo contando sobre a minha vida (sim, porque ficar com aquela cara de pato assado perto dos colegas dos seus amigos que não são seus colegas, é coisa do passado. Já inventaram uma nova definição para educação social nos dias de hoje, conhecida como: SE SOCIALIZAR, mesmo que seja se intrometendo.) Geralmente eu não me recordo que apartei uma briga na festa do dia anterior, ou que joguei mais lenha na fogueira (o que é bem mais a minha cara), também não percebo que contei pra sobrinha da filha da nora do primo do genro da caseira, que saí com fulano que era filho de sicrano, casado com beltrana que traiu o marido. O fato de beltrana ter traído o marido é um relato essencial na explicação, já que todo mundo só é reconhecido por seus vexames (devo ser bem conhecida por ai..) A questão é que o vício de me meter não é minha culpa, o maior culpado pelas minhas excêntricas intromissões são os fatores que circundam os fatos. Eu não me meteria em uma história onde não houvesse nenhum fato notoriamente infeliz, ou comicamente trágico. Certamente não iria chamar minha atenção se você ganhasse uma promoção na empresa e se casasse com um príncipe. Talvez eu me interessaria caso ficasse sabendo que a promoção foi em troca de várias rapidinhas em anos com o chefe, ou descobrisse que seu príncipe é gay, meu negócio é tragédia Muhahaha. Também não prenderia meu foco qualquer fato onde as personagens reais fossem de outro continente e desconhecidas, obviamente eu não quero saber sobre a vida de quem eu não conheço. É como se um padeiro na fila do açougue de uma cidade no Paquistão, virasse repentinamente para mim e começasse a dizer que Yin não era mais Yin e virou Yang. (yin yang yo - isso dói). Ok, talvez se o padeiro  paquistanês começasse a falar sobre a mudança de sexo e cor do coelho, eu me interessasse sim, mas eu com certeza não me interessaria se fosse sobre a mudança de sexo e cor de um coelho qualquer perdido numa floresta, até porque ele provavelmente não iria durar muito já que algum vampiro vegetariano iria estraçalhar o pobre coelhinho viadinho e colorido. A questão aqui é que se você não quer que eu me meta ou comente, mesmo que por fora, sobre a sua vida, não faça algo hilariamente comprometedor perto de mim ou que vai cair na rede, e não seja meu amigo pessoal! Dependendo do meu nível alcoólico eu provavelmente também não estarei nem aí se você é meu amigo, inimigo, conhecido ou ser aleatório que eu nunca vi antes, irei  comentar, sacanear e te bullynar até você chorar, ainda mais se for sexualmente comprometedor, porque cê sacomé né, o povo malda e se fazem tudo isso comigo, porque é que eu não faria com os vocês? Eis o velho ditado: Aqui se fala, aqui se ouve! Me adequei à sociedade local.