Hoje faz uma semana que aterrissei nessas terras férteis e ricas do Mato Grosso que me renderão boas safras de dinheiro e é impressionante como a timidez tomou conta de mim de repente. Moro sozinha, o que pra mim é um alívio já que sou surtada com mania de limpeza e poderia cometer um assassinato facilmente se alguém deixasse um copo fora do lugar, mas o interessante daqui é que mesmo que cada um fique no seu quadrado, ninguém fica sozinho, exceto eu e minha timidez repentina. Por se tratar de um bairro universitário, existem espécies de "condomínios de quitinetes" pra todos os lados, além de mercadinho, farmácia, sorveteria, pizzaria, bar, boteco, república, república, árvore, árvore, árvore, árvore, gato, gato, gato, gato (existe um número absurdo de felino procriando por essas bandas), e todos são muito unidos, tenho certeza absoluta que cheguei a ver um gato unidíssimo à uma árvore ontem, quase uma cena proibida para menores (talvez eu tenha pesadelos com aquilo), as pessoas são muito simpáticas e atenciosas, alguns são preconceituosos como aquele encanador que me taxou como patricinha logo de cara sem nem me conhecer só porque sou loira, tava de vestido e sou de SP, bom... antes patricinha que puta, mas isso pra mim foi preconceito e não vi a menor graça, mal cheguei no Mato Grosso e fui alvo de preconceito por conta do meu Estado e aparência? E olha que eu tinha oferecido água, coca, suco e cadeira pro encanador hein, devia ter oferecido um tiro no meio da testa do sujeito também! Tirando o calor, aqui é perfeito e essa é a frase dita por todos os moradores de Rondonópolis, seja ele de SP, MG, TO, FDP, VSF, ETC, porque aqui tem gente de tudo que é canto. No meu "condomínio" tem gente de Goiás, Cuiabá, Tocantins, São Paulo, Paraibuna, e de outros lugares que eu ainda não sei devido ao fato que mencionei acima: uma timidez filha da puta tomou conta de mim e me fez ser uma decepção pro universo nessa semana que passou, mas to trabalhando nisso alcoolicamente falando (mentira). Tirando o calor (fase padrão) nada aqui me estressa, me irrita ou me deixa mal humorada, ontem foi o único dia que sofri de insônia, fui dormir às 4hs da manhã (o que aí em SP seria 5hs, existe um certo fuso horário) e por conta disso acordei super tarde hoje, mas já lavei roupa e tomei banho (na verdade lavei roupa no banho). Se eu fosse minha vizinha eu iria pensar que sou emo ou que morri dentro da minha casa, porque de dia eu quase nunca saio, não abro a janela, e mal abro a porta, pro ar-condicionado refrescar cada metro quadrado desse pequeno lar que chamo de meu, e não funciona muito na cozinha que vive um inferninho, mas meu quarto, aaaaaah meu quarto... é uma espécie de oásis no meio do deserto. Talvez a única coisa que me estresse um pouquinho (sempre tem que ter uma coisinha), é o chuveirinho do banheiro. Não sei porque é que inventaram aquela coisa inútil, quando eu era pequena podia até ser bacaninha, mas agora aquilo é um verdadeiro mártire durante o banho (tá, talvez eu tenha exagerado). Funciona assim, quando eu to finalmente relaxando numa boa, na aguinha fria de chuveiro que vive no desligado, aquele maldito chuveirinho escapa e voa água pra todo canto e IMPRESSIONANTE como ele sempre escapa quando eu tenho shampoo no cabelo, o que me faz levantar a cabeça rapidamente pra controlar a água desenfreada e o shampoo desce lentamente para meus lindos olhos. Esses dias quase tomei um tombo olímpico por conta do maldito chuveirinho inútil, mas fora o chuveirinho aqui tá bom demais, uai... Descobri também que a expressão "uai" não se restringe aos mineiros, os mato-grossenses são pioneiros nesse lance de "uai", cada ué meu é um uai deles, bacana isso uai. Também to ficando lenta, muito lenta, basicamente vegetativa por assim dizer. O calor faz essas coisas com a gente, deixa a gente mole, lerdo, lento, mongol, (os baianos que o digam) mas o calor infernal deixa a gente vegetativo. Meu vizinho me olhou com piedade agora pouco e me mandou uma sms dizendo: vida morgada essa sua hein! E não vou negar, não existe vida mais parada que essa minha por enquanto. Não sei se é a fase de adaptação, mas não faço absolutamente nada, só espero o dia acabar. Nunca pensei que diria isso, mas cairia bem a aula começar logo, meus neurônios estão atrofiando e isso não é normal pra quem não é dada à queimar um, to com neurônio queimado sem nem ter tido a brisa bacana que queima o neurônio. Injusto isso aí! Agora vou visitar a mãe do meu vizinho que é super bacana, ela às vezes me dá comida. (Não levem à sério, tem muita comida na minha geladeira hahaha foi só uma brincadeirinha). Fui!
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Primeiros dias de mato-grossense
Claro que não sou uma mato-grossense e nem serei uma
tão logo já que nasci no interior de SP, mas como optei pelo
desafio de viver como uma mato-grossense, cá estou eu num mato sem cachorro,
mas com muitos gatos malhados (felinos mesmo ), os quais eu não posso alimentar
de acordo com meu contrato de locação, mas que alimento mesmo assim. Após muita
turbulência, uma quase queda de meu avião, alguns gritos de uns passageiros, e
um piloto filho de uma égua, que deveria estar bêbado, aterrissamos, ou pior,
quase chegamos ao núcleo da Terra após a tentativa falha de aterrissagem
daquele piloto mal amado da Trip (falo mesmo, PÉSSIMA empresa aérea), e NÃO
ESTAVA CALOR, isso mesmo, a temperatura estava por volta dos 27º C o que é
normal na cidade pequenina e velha de Paris, logo pensei, opa, comecei bem com
o clima... engano meu! Cheguei, chequei os móveis, me frustrei com o tamanho
minúsculo de minha quitinete (acho que antes eu ainda não tinha me dado conta
do que é de fato uma quitinet), e fui direto no ar condicionado! Ah, o
ar-condicionado.... Acho que não existe invenção melhor nesse mundo, tenho
plena certeza que foi uma mato-grossense à beira da loucura que inventou o célebre
ar-condicionado. Liguei o tal! O tal ventilou, ventilou, ventilou, só ventilou,
opa.... como assim só ventilou, porque cargas d’água meu ar condicionado tá só
ventilando? E eu suando, suando pra valer! Nessa altura do campeonato, a
temperatura já havia subido uns 10ºC! Me estressei. Se tem uma coisa que me
estressa profundamente é o tal calor, e eu sei que escolhi o lugar errado pra
viver por cinco anos já que detesto sol, mas detesto ainda mais um ano de
cursinho. Acordei louca de emburrada, minha tromba atravessava a Bolívia e eu
brava, muito brava, tomei um banho morno que estava com o chuveiro no gelado,
por meia hora. Me desculpa meio ambiente, mas eu estava estressada demais pra
pensar na natureza! Xinguei até a quadragésima quinta geração desse
ar-condicionado e de quem me vendeu até descobrir que a errada era eu, eu é que
não estava colocando na opção “+frio” que estava bem na minha fuça. Essas
pessoas que vendem ar-condicionado deveriam começar a pensar seriamente em
investir no aumento das letrinhas do aparelho. Meu quarto esfriou, fiquei feliz
por um tempo, até mudei os poucos móveis de lugar, mas tive que sair cuidar da
parte burocrática da coisa. DETESTO BUROCRACIA! Também odeio andar muito, agora
junte na matemática (que eu também detesto): andar muito + no sol +
resolver burocracias no Mato Grosso + calor infernal + Rua sem Ar Condicionado
= Bárbara muito, mais muuuuuuito bravinha e estressada. Eu e minha mãe (que
possui toda a paciência do mundo) pegamos um ônibus, descemos no lugar errado
por minha culpa e andamos por meia hora deibaixo do sol. Depois andamos por mais
vinte minutos por baixo de uma tempestade que nos deixou encharcada para chegar
até o lugar que transfere a conta de água. Acontece que a leitura foi
feita ontem e o MALDITO SISTEMA DO COMPUTADOR DA MOCINHA não deixou a gente
transferir o negócio, ou seja, andamos esses cinquenta minutos no sol e chuva
pra absolutamente nada! DETESTO BUROCRACIAS! Depois andamos mais meia
hora embaixo do sol pós evaporação da chuva que choveu minutos antes (o ciclo
da água ocorre realmente rápido por essas bandas quentes) para passar a energia
para o meu nome, esperamos uns quarenta minutos na fila, mas foi ótimo porque
havia ar condicionado e cadeira confortável no local... eu poderia passar o resto
da vida ali numa boa! Depois de resolver pelo menos uma burocracia e já com o
dia acabando, andamos mais meia hora e fomos à um atacadão que se chama
ATACADÃO, parecidíssimo com o Tenda de sjc, lá tinha café e eu fiquei muito
feliz com isso já que por aqui é super difícil encontrar café à tarde.
Compramos umas coisas de dona de casa, e fomos na chuva novamente que
provavelmente era fruto da evaporação da outra chuva anterior daquela mesma tarde,
até as Casas Bahia comprar um novo Notebook já que o meu morreu de vez.
Enquanto eu olhava, minha mãe deu a célebre escapadela de sempre, na qual ela
me deixa com todas as compras e some por ai, foi até a Pernambucanas que ficava
longe dali e nós estamos no Mato Grosso e não em SJC. Após meia hora de espera,
peguei todas as compras pesadas e saí na chuva atrás da Pernambucanas e da
minha mãe que haviam sumido, eu estava muito, muito, muito brava, mas precisava
de um notebook, então um sorriso logo tomou conta do meu rosto. Compramos e esperamos mais uma hora na fila com ar condicionado, só que de pé, o
que não foi muito bacana pra quem passou o dia inteiro andando, e voltamos pra
minha casa, my place, meu barraco, comemos e eu capotei com toda a dor de
cabeça e ância do mundo... Depois acordei de madrugada com uns loucos ouvindo
musica altíssima. Deviam ser alguns adolescentes usufruindo de suas sexta-feira
e então voltei a dormir. Acordei às 7hs tomei um banho, café, lavei roupa e
sofri preconceito de um mato-grossense, isso mesmo, eu fui alvo de preconceito
nessa bela cidade, mas isso é assunto pra uma próxima postagem, agora vou ver
se arrumo a senha da internet. Fui!
sábado, 17 de novembro de 2012
Os 5 dias
Faltam 5 dias para eu deixar pra trás a velha Paris, cidade das águas escuras. CINCO dias, que parecem um milênio, mas que ao mesmo tempo parecem cinco minutos. Até então eu estava estável, pensando no quão equilibrada eu sou, sensata, ponderada e corajosa, acontece que é mentira, meu corpo andou me enganando por esse tempo todo se fazendo de bad ass, mas agora que me dei conta que daqui c-i-n-c-o dias, neste mesmo horário, eu estarei definitivamente num outro lugar, me borrei toda (não literalmente, porque com o nervosismo, meu intestino resolveu travar pra sempre). Serão cinco dias sem ir ao banheiro, sem saber me organizar, forçando a mente pra não deixar nada pra trás, forçando os olhos para captar qualquer movimento brusco de minha mãe, como por exemplo o que fazer quando o gás acabar. Nunca achei que teria esse tipo de questionamento na minha vida tão cedo, na verdade, sempre soube que eu teria já que meu destino me empurrou pra uma direção contrária à dessas donas de casa, e agora assim, repentinamente, percebi que terei cinco míseros dias pra aprender a trocar chuveiros, fazer feijão, deixar meu apê em ordem, mantê-lo em ordem. Ontem fui à americanas comprar uma pringles, como de costume, e me deparei com um jogo de panelas super bonitinho, roxinho, da tramontina. Nunca pensei que minha atenção se ateria à um jogo de panelas, depois à um jogo de talheres e por fim ao preço de ambos me lembrando que não caberia comprá-los na minha atual situação de pindaíba. Tenho cinco dias pra aprender a administrar meu dinheiro. Fico pensando sobre o restante dos dias que me passaram, no que é que eu estava pensando, o que é que eu estava fazendo, porque é que eu não estava me organizando fisicamente e mentalmente pra encarar numa boa a chegada desses 5 dias tão horripilantes e me dei conta que antes eu não tinha me dado conta. Tenho essa mania chata e cheia de consequências de nunca me dar conta de nada. Me lembro que nesse último mês, me esforcei como um camelo pra dar conta de pelo menos uma coisa: meu trabalho. Nesses oito meses de trabalho, descobri que apesar de ainda ser muito irresponsável e adolescente, levo extremamente à sério meus compromissos. Sou dessas que perde noites de sono pensando sobre o laudo ambiental, parecer técnico, vistoria, notificação, burocracia, blablabla, mimimi, todas essas coisas que ocuparão minha cabeça no dia seguinte e que eu provavelmente darei conta porque pra mim, trabalho é compromisso e compromisso é coisa séria. Talvez tenha sido por isso que eu tenha me esquecido que um dia os cinco dias chegariam, estava ocupada demais trabalhando demais. Valeu a pena, aprendi a beça! O que me atormenta mesmo nesses cinco dias não é tanto pensar na solidão futura, porque eu adoro a solidão, adoro meu espaço, adoro ter meu ritmo, é pensar em ter que crescer como gente, porque apesar de eu ja ter crescido um pouquinho como profissional, não vou negar, minha vida é boa. Minha mãe batalhou a vida inteira pra me dar uma vida boa e eu não vou abrir mão dessa vida e virar franciscana, não sou santa ou mané. Penso sobre as contas de água, luz, esgoto, entre outras que eu terei que pagar e o pior, que não poderei esquecer de jeito nenhum, o que é um grande problema já que minha memória é péssima; Penso sobre a comida que terei que preparar se não quiser morrer de fome e modéstia parte, eu cozinho horrivelmente mal; Penso sobre a roupa que terei que lavar entre um período da faculdade integral e outro, penso, penso, penso e surto com esses cinco dias que me restam. Cinco dias repletos de muita tensão, e eu realmente espero que pelo menos meu intestino funcione nesses cinco dias. Até qualquer dia, fui.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Guia prático para sobreviver no vermelho.
Por mais que você negue, gargalhe da flagelisse do seu primo (que vive endividado) sem lembrar do velho ditado: "quem ri por último..", pense que nunca adoecerá desse mal horrendo que obrigatoriamente te suga as disposições de sábado a noite te fazendo ficar em casa por falta de um mísero tostão, jure que nunca irá se emocionar quando encontrar 5 reais perdidos em seu bolso... O vermelho sempre te alcançará! SEMPRE. E é por conta dessa minha experiência sórdida e deprimente que agora, do nada, sem resenhas ou rascunhos, nem ideias fantásticas ou engraçadas, elaborarei um pequeno guia prático sobre como sobreviver a algumas experiências radicais e novas nessa fase de classe média endividada que apareceu esporadicamente sem ser convidada.
(Importante ressaltar que todas as dicas aqui mencionadas, foram idealizadas à partir de estudos reflexivos de alto calão e fatos verídicos deprimentes, ocorrentes nesses últimos três meses da minha vida de flagelo.)
DICAS PARA SUPERAR A PINDAÍBA, boa sorte!
1 - Guia prático
para se andar no shopping, no vermelho (e não se trata de tapete vermelho porque você é importante, se
trata do vermelho negativado na sua conta, até porque você não é tão importante para os outros que não seja a sua mãe. No máximo, pode-se dizer que
trata-se do vermelho de raiva que você fica sem grana):
Dói né andar no shopping e ver aquele consumismo adoidado, desnecessário se alastrando pelas bolsas victor hugo que não são suas, ver aqueles vestidos zara longos e lindos saindo nos braços de um
outro alguém que não é você, ver aqueles sapatos de grife sapateando na sua cara de vontade. Mas tudo bem, nada é tão ruim que não possa piorar, você sobrevive... Nada que uma pizza enrolada de R$1,50 na americanas não dê jeito, é uma amarrada só no estômago praquele sorrisão de desconforto estomacal aparecer em seu rosto suado de quem teve que andar bastante pra evitar gastar com bus. Você deve estabelecer alguns critérios em sua vida de pindaíba ao ir no shopping, como por exemplo, colocar em prática o velho hábito de apenas olhar pra frente custe o que custar, nunca, JAMAIS, dê sequer uma espiadinha de canto de olho naquela sua loja adorada, porque nós somos fortes e não somos sadomasoquistas! Quando a vontade dessas lojas chegar forte, corra pro calçadão, porém, como o custo de vida anda meio alto até por aquelas bandas (sem dinheiro, até o Divino teria custo de vida alto), não vá muito alvoroçado às compras, porque no fim do mês, seu cartão certamente te dará um tapão servido no meio da sua cara de endividado. Respire fundo, abrace o produto, sugue a vontade de tê-lo com seu pensamento e não com seu dinheiro e vá embora com suas mãos abanando, no fim das contas você se sentirá vitorioso.
2- Guia prático para se virar no sábado à noite:
Nos embalos de sábado à noite, opte por não ir imediatamente ao barzinho de costume que te cobra uma fortuna só pelo couver, pense em fazer uma pequena parada antes, como um programinha novo, desses gostosos que seu primo que bebe corote com coca faz. Nada é tão ruim que a bebida não dê jeito! Se arrume que nem diva, se vista para matar e saia como se fosse jantar com Jude Law em algum point de L.A, não precisa ser apressada, quanto mais você demorar a sair, mais bêbadas estarão as pessoas na rua e mais relapsas também, o que te deixará livre para poder fazer aquela seu pit stop. O tal pit stop nada mais é que uma parada discreta num bar fuleiro, porém barato, onde você beberá tudo o que iria beber no barzinho careiro, mas pela metade do preço. Isso tudo é jogada de empreendedor, meu bem, tem que saber onde aplicar e quando aplicar. (Claro que se você soubesse como aplicar, você não estaria nessa situação lamentável agora, mas força na peruca e salto no pé, mesmo que do calçadão!). Arrisque uma caipirinha normal uma vez na vida e não uma daquelas que você é acostumado a beber que provavelmente venha líquidos de ouro, devido ao preço absuuuuuurdo, ou então como faria uma amiga, entorne o fogo paulista mesmo e já era, deixa a felicidade fluir e bora pro barzinho de costume, pagar apenas o couver. Economia é tudo nessa vida.
Nos embalos de sábado à noite, opte por não ir imediatamente ao barzinho de costume que te cobra uma fortuna só pelo couver, pense em fazer uma pequena parada antes, como um programinha novo, desses gostosos que seu primo que bebe corote com coca faz. Nada é tão ruim que a bebida não dê jeito! Se arrume que nem diva, se vista para matar e saia como se fosse jantar com Jude Law em algum point de L.A, não precisa ser apressada, quanto mais você demorar a sair, mais bêbadas estarão as pessoas na rua e mais relapsas também, o que te deixará livre para poder fazer aquela seu pit stop. O tal pit stop nada mais é que uma parada discreta num bar fuleiro, porém barato, onde você beberá tudo o que iria beber no barzinho careiro, mas pela metade do preço. Isso tudo é jogada de empreendedor, meu bem, tem que saber onde aplicar e quando aplicar. (Claro que se você soubesse como aplicar, você não estaria nessa situação lamentável agora, mas força na peruca e salto no pé, mesmo que do calçadão!). Arrisque uma caipirinha normal uma vez na vida e não uma daquelas que você é acostumado a beber que provavelmente venha líquidos de ouro, devido ao preço absuuuuuurdo, ou então como faria uma amiga, entorne o fogo paulista mesmo e já era, deixa a felicidade fluir e bora pro barzinho de costume, pagar apenas o couver. Economia é tudo nessa vida.
3- Guia prático para locomoção:
Caso você não tenha carro moto ou uma alma boa que te dê carona pra balada, não opte por táxi, estudos recentes indicam que vem crescendo continuamente o índice de assaltos à mão desarmada pelos taxistas da grande Paraibuna. Ontem ouvi que um deles cobrou 20 reais pra levar uma menina do centro ao cuba, quase uma extorsão. Se você tem pernas, abuse do chinelinho na bolsa e caminhe até a festa, depois você coloca seu chinelinho havaianas branco com alça azul de 2001 na bolsa e sobe no salto. Se você não tem pernas, abuse de sua cadeira de rodas, aproveite as descidas, pegue embalo e chegue mais rápido na festa, apenas tome cuidado com seu penteado, ninguém gosta de um cabelo embaraçado pós ventania doida. Se você tem carro, pegue um pouquinho de gasolina emprestado do vizinho com um pedaço de mangueira cortada também do vizinho, se você tem moto, vá de moto porque é super econômica e ótima. Mas vá! Não deixe que a pindaíba acabe com sua festa.
Sem escolhas, entrei no clima de corte de gastos de corpo, alma e bolso. Siga as dicas e sobreviva você também!
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Nota sobre tais queimadas descompassadas
Funciona mais ou menos assim: a água da chuva cai sobre a folhagem das árvores, escorre mansamente pelo tronco, chega no solo, onde é absorvida e acumulada no lençol freático e ai, TCHARAMMMM, pode brotar água da sua terra, dá-lhe uma nova nascente! Olha que lindeza de natureza! PORÉM (impressionante como na vida humana sempre há um porém), existem uns flagelados mau amados e loucos de ignorantes que não sabem cuidar de suas terras e de repente querem tudo "limpo", ai juram que a melhor opção é tacar fogo no terreno, como se o fogo não se alastrasse e não afetasse mais ninguém. Acontece, que num terreno "limpo" que foi queimado cruelmente por alguém que pretende comer fumaça num futuro sem alimentos, a água da chuva passará como enxurrada e levará consigo o resto dos minerais existentes naquele solo, extinguindo a possibilidade de haver novas nascentes no terreno, ou até o capim pras suas mães (já que muitos ateiam fogo pleiteando pasto) e fazendo com que as que já existiam, morram sordidamente. Um verdadeiro atentado à natureza! Uma natureza que nos propicia alimento, sombra e água fresca!!! AHHH, NA MORAL, vão pra puta que pariu! Ninguém é mais tão inocente a ponto de não saber o problema grave que são as queimadas e ainda mais, ninguém é tão alienado a ponto de não saber que isso é crime. Torço pra que o corpo seco em osso e osso (não deve haver muita pele) enfie uma tocha fervente em seus orifícios criminosos.. e digo mais, tomara que a terra os engula e os tais disseminadores de fagulhas, sejam tostados no quinto dos infernos ferventes... Panacas!
domingo, 4 de novembro de 2012
Trégua do universo
No meio de tanta merda, eis que há um dia de trégua! Quando a vida tá difícil o bastante pra você querer desperdiçá-la na cama, dormindo, sozinha, no escuro por um mês inteiro, porque esse seria o único jeito de nada de ruim te acontecer (exceto pelos fantasmas mau amados que poderiam te infernizar), um dia o universo finalmente fica com dó e resolve abrir uma exceção. Um dia de luz no fundo do poço, com seus poréns, claro... porque nada é fácil demais!
Depois de uma madrugada turbulenta, com muita dor de cabeça, vômito, choro e preocupação de mãe com os cachorrinhos que ainda me restam, acordei antes das 8hs pra não perder a hora da tatuagem que finalmente consegui marcar. Não consegui comer direito, me arrumei depressa com toda a dor de corpo que houvesse nessa vida e fui em cima da hora correndo pro ponto. Descobri que esqueci meu pen drive com a árvore que eu iria tatuar, voltei correndo. Desci com dor no corpo inteiro, suando e mais do que encima da hora pra pegar o bus, que por sinal estava mega, ultra, master, blaster cheio de pessoas idosas que preferiram deixar as janelocas fechadas, mesmo com as 50 pessoas de pé no corredor. (Um beijo pra eficiente litorânea que magicamente criou ônibus que comportam até 300 pessoas). Esse foi o início do meu dia de luz no fundo do poço, por incrível que pareça. Fui rindo à toa porque antes de sair de casa, me deparei com o Bento e Betina que estavam sumidos de madrugada (motivo das minhas lágrimas), e com essa onda de assassinato de animais que já me tomou a Miuxinha, ando muito sentimental com relação à bicharada. (Se eu pego o doente mental, filho de uma monstra, asqueroso, puto, bastardo, flegelado de ânus enorme, calhorda, mal amado, recalcado, avulso que fez isso à pobrezinha da Miúxa, eu viro Dexter.) Cheguei cheia de coragem pra passar mais dor ainda e tinham algumas moças na minha frente. O stúdio tinha paredes de vidro, então eu seria atração por algumas horas com minha cara de dor para as pessoas que subissem, descessem a escada rolante ou que estivessem de passagem por ali mesmo, ou seja, pra geral! Incrível como me senti estrela, teve um momento em que umas 15 pessoas estavam acumuladas na parte de fora do stúdio, avaliando minha performance de pessoa forte que não faz careta. Sou dessas! Entre essas pessoas, por coincidências da vida, vi três parentas que não via faz tempo, de passagem pelo local, escolhendo um piercing pra mais novinha, tentei esconder meu rosto de dor, mas não foi possível... Eu era mesmo aquelas galinhas nos fornos de restaurantes. Fiz minha árvore que foi escolhida a dedo, e que foi rejeitada por dois tatuadores devido à imensa dificuldade de ser feita, e ainda houveram algumas rejeições depois de feita, por parte de alguns amigos bobinhos. As pessoas não entendem que o fato da minha árvore ser colorida e meio sem forma, é porque eu sou uma pessoa com olhos artísticos que adora coisas impressionistas, então façam o favor de rejeitar minha árvore pra lá, seus sem visão para a arte!
Enquanto eu fazia minha tattoo e parecia que minha perna pegava fogo, fiz amizade com um dos tatuadores do local que por incrivel que pareça, adora Parisbuna. O cara é igualzinho ao Jack Sparrow, tanto que ele faz trabalhos vestido de Sparrow e é sangue bom pra caramba. Incentivei o rapaz a montar um stúdio aqui na cidade pequena, e parece que ele vai mesmo, nada que um marketing dozamigo não resolva! (Stúdio Punk Tattoo - Shopping do Centro de SJC. Tattoos bem feitas, não muito caras e ainda com tratamento vip... Recomendo, me senti num SPA!) Antes de sair ainda fui convidada pelo tal Tarcísio Gente Boa Sparrow a participar do motoclube que ele montou, agora imagina se eu com toda essa minha tendência a motoqueirisse, não amei? Saí de lá com vários brindes, um convite e um contato novo, o que foi extremamente assustador pra quem estava assustada com as caras de mau dos rapazes. Após esse episódio bacana, resolvi migrar pro antro dos trabalhadores que vivem no vermelho e fui ao calçadão. Tô sem grana faz tempo, como já foi mencionado por essas bandas, andei devendo minha vida e isso quer dizer que o pagamento que caiu agora dia 30 já foi quase inteiro e pra uma pessoa consumista que ainda tem que comprar algumas coisas, tive que optar pelo calçadão. Impressionante como os lojistas do calçadão perderam a noção de preço! Se eu fui até o calçadão, era porque eu queria coisa barata, mas o povo de lá anda com o rei na barriga e tão jurando que viraram Boulervard, a coisa tá tão boa pro povo de lá que querem a qualquer custo enfiar brindes na gente. Passei em frente á uma dessas lojinhas de bijou e a mocinha gritava na minha orelha que o papelzinho que ela queria me enfiar, era pra brinde, que era só entrar na loja, que não precisava comprar nada... MINHA FILHA, EU DETESTO BRINCO E NÃO QUERO SEU BRINDE DA PIEDADE, VAI ENFIAR SEU BRINDE.....
Foi difícil ficar naquele lugar bem habitado, com uma tattoo recém nascida, calçadão infernal, cheeeeeeeeeeio de gente e com as lojas explodindo de vendedores treinados na chatice, quis sumir imediatamente de lá e prometi não voltar tão cedo. Isso porque eu só queria achar alguma roupa meio hippie pra uma festa que eu vou (Uma HEADband vagabunda e feia tava custando 15 reais, absurdo) Esse povo anda acabando com a imagem hipponga com esse consumismo todo, desde quando pedaçoes de pano que o povo paz e amor usava nos anos 60, tem que custar 80 reais? ABSURDO! Lugares cheio de gente me desesperam numa proporção tão horrenda, que involuntariamente, saio correndo e gritando em meio a um desses surtos psicóticos. Voltei pra minha casinha feliz da vida porque consegui fazer minha tattoo, ganhei vários brindes, fui convidada a participar de um motoclube, e o mais importante, iria chegar em casa e rever Bento e Betina... E sem medo, tive que considerar esse dia, mesmo que meio atormentado, como um dia de alívio na minha vida que anda sem eira, nem beira. Quem sabe esse não seria um sinal de trégua do universo? Qualquer dia volto com outros relatos, porque imaginação hoje em dia também anda numa lástima só. Fui.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
De Ana das Loucas para Geni e o Zepelin,
Olha, eu sei que tá chato isso de ficar escrevendo sobre tudo que te acontece de ruim, mas a desgraceira parece que adorou entrar na pauta da tua vida fracassada, meu bem. Aceita isso... É tragédia que não acaba mais. Você poderia criar um marcador inusitado e mal amado em seu blogzinho chinfrin, denominado: Alvo de cosmo, ou então um outro chamado: Das tragédias verídicas que sugam a vida, e aí você jogaria 90% de seus textículos remendados nessa lixeira marcada e junto com eles, aquela vampira energética poser de Chaplin e a outra que funde motor de carro. Não ouse me dizer que é tpm, que eu certamente não hesitarei em te estapear no fim do dia. Tpm é outra coisa! Lembra ontem quando você tava sem esboçar reação, com dor de cabeça e vontade de aniquilar essa racinha de merda humana? Aquilo era sua tpm. Talvez se você parasse de beber ou de ser freneticamente desaforada, sua vida seria mais fácil e beeeeem mais chata que de costume. Talvez você não goste, mas como a sua 4ª personalidade, pseudônimo, heterônimo, escambau - a dos fracassos contínuos- me sinto no direito de não deixar que você se iluda com suas outras múltiplas personalidades trabalhadas na desgraça. Por exemplo, aquela que te faz pensar ser a rainha da cocada preta, deveria ter se aposentado faz tempo, coitada! Parecidíssima com aqueles vestidos obsoletos e esquecidos no fundo de um armário anos 80. Claro que ela só perde pra outra que jura ser a profissional, resolve um casinho aqui, outro processinho acolá, achando que tá abafando, dando conta, mas na hora que o caroço aperta, morre de vontade de virar uma macaca doida e gritar pulando de galho em galho. Amanhã ou depois, pode ser que eu te abandone, e mesmo que você comemore horrores após minha partida, você sabe que minhas palavras penetrarão naquele que é seu pior inimigo e meu fiel escudeiro, o subconsciente. Então até breve, te vejo em sua próxima bebedeira banhada de vexame.
De Alberto Caeiro, para Álvaro de Campos.
De Bárbara Flagelada para Carolina Embriagada.
sábado, 27 de outubro de 2012
Porque desgraça pouca é bobagem!
Não sei se cuspi no cosmo, pisei no rabinho da estrela cadente do universo ou então joguei pedra em Buda, mas sei que as coisas andam mais insanas e estranhas ainda pro meu lado. To salvando árvore à rodo das mãos desses motosserreiros panacas, mas ainda assim a mãe natureza não anda me adorando não. Já cogitei até a hipótese de Iemanjá ser a causadora desse monte de tragédia nada nada cômica que vem ocorrendo comigo, talvez ela tenha mexido suas aguinhas e me lançou uma urucubaca braba pra eu aprender a nunca mais falar dela. É, não tá funcionando muito viu rainha dos cabelos armados e vestidos bregas! Não tenho saído tanto, bebido eu tenho, mas causado não... Mesmo que eu quisesse, não poderia! Meu saldo se encontra em quase 400 reais negativos. É uma lástima pra uma pessoa sem filho, nem marido encostado, que não paga aluguel e nem parte de sua comida. Não sei qual meu problema, mas que é sério, é. Depois de estragar minha moto, pagar uma fortuna no concerto, ainda tive a manha de ralar um carro que não é meu - paguei outra fortuna. O stress finalmente me pegou de jeito, ando com toda a raiva incumbida e canalizada possível. Se eu fosse integrante de algum seriado, eu certamente interpretaria brilhantemente e surrealmente Dexter, estamos bem parecidos nos instintos assassinos. Até pouco tempo, eu tinha uma casa pra morar em Rondonópolis (cidade que farei faculdade), essa semana descobri que sou sem teto por lá (faltam 3 semanas pra eu ir de vez). Todas as noites tenho tido pesadelos, e não são pesadelos com castelos maquiavélicos, porém, lindos não. São pesadelos com coisas banais do dia a dia, mas que me atormentam até dormindo, como por exemplo trabalho demasiado, gente já falecida mas que volta e meia aparece apanhando muito de mim em meus sonhos, tombos de motos, acidentes de carro, pobreza, eu sem teto... coisas assim que andam fazendo bastante parte da minha vida real. Como eu tento ser paz e amor, abraçar uma árvore, ouvir uma música e relaxar, pensei dias desses em um remédio pra essa minha bad trip desvairada, stress significativo e cansaço cotidiano... Lembrei de uma música que diz: "A boa é se divertir, lançar mais uma tattoo, mandar os problemas e geral tomar no..." e me empolguei em fazer mais uma tattoo, me lembrei que a primeira que eu fiz, estranhamente me serviu como um banho de alma, mas resolveu por um tempo, agora tá na hora de fazer outra e ficar feliz a curto prazo novamente, se não fosse pelo fato de que meu tatuador foi-se embora pra SP, e eu to sem dinheiro, nem tempo... o que me leva a descartar todas as possibilidades de conseguir fazer outra tatuagem em um mês. To passando por uma fase onde tudo anda fazendo questão de se complicar pra mim, e eu que sempre venerei facilidades, to sofrendo. Mas tudo bem, uma hora o alvo do cosmo vira pra outra pessoa e isso passa, tudo passa.. Se não passar, tomo uns trinta passes, cinquenta bençãos e setenta descarregos.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Bullying Cósmico
O cosmo anda de sacanagem com a minha cara! Desde a semana passada eu venho percebendo um certo bullying cósmico por parte do universo com a minha pessoa e não ando vendo a menor graça. Alguma urucubaca braba andou grudando no meu pé de um jeito que não há pai de santo que dê jeito. Meu feriadão tão esperado e geralmente aproveitado, dessa vez foi uma catástrofe só (como eu já havia comentado com Deus e o mundo, porque sou dessas que adora expor as desgraças), mas isso, depois do incidente de moto, claro. Após a frustração com o fim de semana litorâneo, diluviano e canino, pensei ingenuamente que as coisas iriam melhorar, as divindades superiores iriam ficar com dó de mim e eu ganharia, pelo menos na loteria, mas o zodíaco permaneceu em sua rota de Vênus alinhado à Marte e as coisas só tenderam a piorar! Meia-noite de terça e muito frio, quis colocar minhas necessidades higiênicas em dia e tomar um banho daqueles de dar inveja em qualquer Iemanjá rainha das águas poluídas. Cheguei cansada, suada e pensando no banhão e no sonão que teria pra trabalhar disposta no dia seguinte, quando em meio aos meus primeiros 5 minutos de banho a felizarda importantíssima e famosa que às vezes dá de acabar, acabou! Foram três gotas finais cuspidas com um tom irônico na minha cara pelo chuveiro, pra água acabar de vez. Tava frio e eu suja, no dia seguinte acordaria cedo pra trabalhar então não havia jeito de adiar meu banho. Não se via baldes ou panelas pra encher de água e tomar banho de canequinha, e o que me restava era descer até às profundezas e labirintos escuros localizados atrás de minha humilde residência e tomar banho gelado, com um fiozinho da piedade de água que caía de dois em dois minutos. Já mencionei que o tal banheiro esquecido atrás da casa é abrigo de cobras, aranhas, ratos, gnomos e lobisomens? Já era mais de meia noite e tava escuro, sorte que a lua não era cheia. Não acabou por aí, perdi a hora no dia seguinte, e quando eu colocava meu capacete largo pra descer de moto, eis que caiu uma rajada d'água que fazia os sapos nadarem pela varanda de casa. De certo era dia de trote no universo, o cosmo veio de fininho em casa, roubou toda a água da caixa e resolveu implantá-la no céu pra ser despejada bem na hora que eu fosse sair de casa. Cheguei mais uma vez atrasada no serviço. Fazem duas semanas que chego atrasada no serviço por culpa do meu subconsciente que quer ficar dando uma de espertinho em conluio com a "soneca" do meu celular e sempre acabo tendo que me arrumar em 10 min. Cheguei no trabalho e dá-lhe bomba! O esquisitão jogou merda no ventilador, e como numa cena desses renomados filmes brasileiros, pediu pra sair depois de muitos tiros no meio da testa e chutes imaginários no saco. (Que arda no mármore do inferno!). Mais um dia de hora perdida, acordei com dois gritos de algum espírito no ouvido. Sim, isso mesmo, dois berros estrondosos de alguma entidade irreal que resolveu, num ato de boa ação, me acordar. (Agradeço desde já a compreensão e colaboração dessa força magnética e diferente que me ajudou). O dia foi mais corrido e tenebroso do que eu imaginava que seria, entre vistorias, processos e uma tristeza profunda de quem está pra dizer adeus, ainda tive que desembolsar uma grana preta pra arrumar a Gertrudes/Queen of drama/ Pérola Negra que estava sem amortecedor... Isso mesmo, eu estava cavalgando por todo esse tempo com minha moto sem amortecedor. Agora entendo a dor corporal demasiada, mas nada comparada à dor de bolso que logo me deu ao saber que teria que desembolsar muitos cruzados pra que a Gertrudes voltasse a dar no coro, Queen of drama voltasse a reinar e Pérola Negra velejar. To quase entrando também numa dessas cenas de Tropa de Elite e pedindo pra sair desse universo canastrão!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Em 1ª Pessoa frustrada e cansada.
Acontece que não ouve um sábado de sol feliz! Após aquela noite maquiavélica e em terceira pessoa deprimida, dormi para afagar o conflito existencial, e depois de várias horas me contorcendo dentre os pesadelos com arco-íris do mal, acordei. Como eu ainda estava só, não pensei duas vezes. Juntei apenas o que me seria útil nessa fuga descompassada (bombinha, cartão de crédito - que é transparente e brilha, mas que de FREE mesmo não tem absolutamente nada, já que me cobre mensalmente uma fortuna-, celular que já não possuía nem o pontinho da piedade de bateria, chapinha (também não sei pra quê, se choveu), documento da Gertrudes/Queen of Drama/ Pérola Negra - minha moto) e saí com chuva mesmo. Até pensei em colocar aquelas sacolinhas de supermercado amarradas no tênis como todo motociclista brega, mas o bom senso exigiu que eu deixasse molhar, afinal, seria uma chuvinha de nada - pensava eu iludida.
A Ilusão é uma inconveniente em qualquer dos sentido que ela possa vir à calhar. Como ela não me pega de jeito nenhum no quesito amor, eis que a vagabundinha me arrebatou no quesito tempo. Já tinha planejado tudo depois de todo o Chico escutado na sexta... Choraria, dormiria, acordaria, partiria e assim foi, exceto pelo fato da neblina demasiada, pista escorregadia, chuva fortíssima e minha recém habilitação. Em alguns momentos na serra só faltou eu descer da moto e ir empurrando-a, mas me privei desse vexame e decidi ir sim à 10km/h nas curvas, nem sofro. Quem sofreu e bastante foram os carros atrás de mim, devo ter sido mandada pra inúmeros lugares criativos diferentes, causei um pequenino tráfego mas nem ligo, fui de acordo com as plaquinhas que indicavam que eu estava certíssima e que deveria mesmo ser uma lesminha. Cheguei (ufa), dei uma respirada de alívio, agradeci a Deus e as outras entidades/cosmo que me guardaram. Fui ligar pra genitora e avisar que a filhotinha havia chegado, já que não se encontrava nem vestígios de família também no litoral. Pô, alguém tava de sacanagem com a minha cara, fugi em condições inusitadas da roça pra não me sentir tão mais abandonada familiarmente e então chego na praia e estou novamente só? Nem Macaulay Culkin era tão renegado assim, ele ao menos tinha ao Jackson. Fiz o que todo recém habilitado com moto faz ao chegar de uma viagem tensa e molhada, fui dar voltas no centro e comer. Por incrível que pareça, não contente com a viagem tranquila, eis que a Gertrudes/Queen of drama/Pérola negra deu pra cair parada na calçada enquanto eu, sentada tranquila, comia meu pastel de SEIS reais. Deixei que ficasse caída ali, afinal, tinha pago SEIS reais no pastel... Óbvio que eu comi até meu dedo e lambi a mesa. Cheguei em casa ainda vazia, coloquei uma bermuda estranha e de mau gosto do meu irmão e assim fiquei pra sempre já que não havia possibilidade de sair farrear e me embriagar até altas horas devido ao delúvio que se misturava com o mar (nada morto). Sério, foi extremamente frustrante e decepcionante o fato da ignorância e sentimentalismo terem se apossado de mim e me fazerem descer sozinha, de moto, com chuva. Depois que os célebres desaparecidos pertencentes ao meu trio familiar chegaram, não ouve nada demais. Ficamos assistindo televisão todo o tempo, me estressei com o cachorro fedido e porco chamado Rafael e com o cachorro fedido e folgado chamado Zeus, a cor que peguei foi apenas o avermelhado de raiva, mas esse já é natural em mim. Gripei, não descansei e mesmo assim consegui gastar dinheiro. Me pergunto até agora que diabos eu fui fazer praquelas bandas, porque agora a bad trip voltou com tudo e só me resta mais uma vez colocar Chico no último e espirrar até dormir, sem ousar planejar mais nada além de uma boa noite de sono. (De preferência, sem arco-íris do mal).
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Fato verídico em terceira pessoa
Sabe quando você finalmente encontra seu grande amor e ficam juntos para sempre? Nem eu, por isso não vou abordar esse assunto. A felizarda que vos conta não é muita dada aos romantismos da vida, até porque ao nascer lhe foi rogada a praga da encalhadez que decidiu seu destino até seus vividos dezoito. Devido aos seus frequentes problemas com memória, não há muito o que falar sobre sua noite anterior, tudo que sabe é que está sozinha, abandonada e esquecida pelos seus familiares. Que dó! Só não permanece em solidão profunda porque tem aos espíritos que adentraram sua casa e que ali permanecem provocando ruídos estranhos pelos quartos, fora isso só se ouve o barulho dos ventos uivantes e dos morcegos escondidos nos cantos escuros de sua humilde residência cercada de uma floresta linda e macabra à luz do luar. Pensa em assistir, talvez, Amelie Poulain pela trigésima vez, mas permanece num estado inerte de preguiça contínua e tristeza alcoólica, então prefere ficar acompanhada por Zeca Baleiro, em suas músicas melancólicas. No máximo pensa em trocar Zeca por Chico, o que desencadearia uma tremenda tragédia para seus sentimentos. Chico já foi catalogado como censura em momentos assim, a influência de Chico sobre sua vida em momentos mórbidos como esse é, sem dúvidas, devastadora... Nem se atreveria! Talvez Amelie Poulain seria a solução, mas pra não decorar as falas, veria dessa vez em aramaico, já que em inglês e francês Amelie já ficou até roca, e dublado exigiria a paciência que não possui. A solução certamente está em parar de contrariar o destino traçado para tal sexta feira das desgraças, colocar Chico no último (de preferência Bastidores, Gota D'água ou Trocando em Miúdos), chorar até querer dormir e acordar bem disposta num sábado de sol feliz.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Politicamente incorreto
Pra início de conversa, quero deixar explicitamente explícito que esse blog é meu e nele eu expresso a visão de mundo que eu quiser, sendo ela psicodélica ou não. Hoje o papo é sério! Como já havia dito, não havia manifestado minha opinião quanto à política até agora porque de polêmica já basta toda a minha vida, mas como a ilustríssima eleição já acabou mesmo, posso falar o quanto eu quiser, sobre o que eu quiser, a hora que eu quiser. Primeiro queria manifestar minha indignação quanto à candidatura de alguns vereadores em nossa Câmara. Puta que pariu Paraibuna, eleger tais caras? Não existe aquele papo de: "Bem feito, vão ter os administradores que merecem" porque certamente eu não mereço ser representada por três ou quatro concebidos no desespero. Não existe aquele velho argumento de que o povo foi ignorante, porque ignorância é outra coisa, o povo foi burro e muito burro, apesar que nem o referido animal seria tão burro. Eu penso que se o cara tem a conduta que tem em sua vida pessoal, exemplificando, se o cara já não vale absolutamente nada, ele não deveria nem ousar pleitear algum cargo que represente o povo, até porque se falha na vida pessoal (a qual não me interessa), imagina na pública?! Protestar não é eleger Tiririca, protestar não é eleger um cara com caráter duvidoso só porque armou barraco, até porque só no ato de armar o barraco já fica bem claro a classe e postura do cidadão. Críticas são sadias, fazer política é exercer seu papel de cidadão, ir contra algumas ideias é cuidar para que tais ideias não virem mandamentos, DESDE QUE sejam feitas de acordo com o bom senso, sem faltar a ética e nem abusar do desespero. Quando você joga seu voto no lixo enquanto pensa estar "protestando", você está SIM elegendo DE VERDADE alguéns que ganharão o nosso dinheiro pra passar os próximos 4 anos atirando copos em quem ousar ir contra seus mandamentos, alguéns que possuem um vasto passado negro, entre outros alguéns aquéns que gargalham da cara flagelada de quem os elegeu por cerveja, churrasco e muita farinha (no churrasco, claro!). Nunca fui muito fã da políticagem que se faz em torno da referida política, mas também não sou uma alienada, e na moral, me pergunto incessantemente desde ontem: Sério mesmo Paraibuna?
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