segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Diálogo de domingo

- Eaí, caiu?

- Não sei. Caí?

- Se lembra de ontem?

- Mal lembro de hoje..

- Muitos hematomas?

- Minha memória diz que não, meu corpo diz que sim.

- Foi embora como?

- Transcendi.

- Quem era o bofe?

- Bofe? que bofe?

...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

2013 fanfarrão

Aí você relê seu blog , vê que suas expectativas não foram supridas e percebe que você quebrou a cara, se deu mal, tá na merda e despirocou legal. Beijos.

Dos assuntos menos cabíveis

Então você se vê no meio de uma conversa fofa e cheia de emoção sobre animaizinhos e o amor à eles concedido quando sua amiga chapada sem noção de repente solta a seguinte pérola:
-Nossa, uma vez eu peguei um gatinho, girei ele no ar e taquei no chão.... (cricri) 

What's wrong with you, women?  

terça-feira, 23 de julho de 2013

Das coisas que só acontecem comigo.

Eis que no meio de um banho fervente, relaxante e pensativo, fui atacada por uma quenga, uma louca, uma feiticeira e ridícula barata sem noção. Aliás, ainda não tenho certeza se aquela bicha escrota era mesmo uma barata, pra mim, a retardada tava mais pra vampiranha. Agora me diz, como garantir a estabilidade emocional de uma pessoa que no meio de seu banho quente de reflexão sobre a mentruação, é atacada subitamente por uma cretina de uma barata? Era banho, tinha água, tava quente, muito quente, porque cargas d'água uma nojenta de uma barata resolve voar, pular, dar um paranauê sinistro e tão forte na minha coxa que me deu um reflexo instantâneo de dar um puta tapa na coxa e perceber que ali havia uma barata, ou pior, ali havia uma mordida de barata (sim, ela me mordeu), além dos vestígios de barata que ficaram na minha mão e no sabonete que ainda resolveu cair sobre o chão embaratado, eca!. Matei a desgraçada com o chinelo, porque graças ao bom Deus hoje resolvi tomar banho de chinelo, quero nem pensar no que seria de mim dentro de um minúsculo box de banheiro de quitinete, presa com uma barata pitbull. Mas uma coisa eu aprendi nessa experiência, NUNCA feche os olhos na hora de lavar o rosto, porque você até pode pensar que quando abrir de volta, vai no máximo dar de cara com um espírito, mas às vezes meu caro, você daria tudo pra dar de cara com um espírito... Barata Quenga! 

sábado, 20 de julho de 2013

Prazer, babau!

Eu poderia escrever sobre como meus finais de semana estão começando na quinta-feira e sobre o milagre da minha sobrevivência à cada sábado que se passa, eu poderia escrever sobre como minha imunidade quase já não mais existe e sobre a enfermidade incessante que me pegou de jeito, eu poderia tentar explicar todos os meus hematomas espalhados pelo corpo, ou sobre o fato de eu ter puxado meu pai no 
alcoolismo e meu irmão na falta de escrúpulos, eu poderia tentar me lembrar por onde andei ontem, talvez eu devesse cumprimentar de volta todas essas pessoas que me cumprimentam na rua sem que eu saiba de onde surgiu tal coleguismo. Mas não, hoje eu só quero que todo esse calor mato-grossense acabe, que chova horrores pra eu poder surfar em algum jacaré e que a minha casa, de repente fique limpa, até porque a louça acumulada na pia já tá grandinha o suficiente pra se lavar sozinha. Pra não dizer que eu não queria pensar em nada, eu queria uma explicação pra constante larica alcoólica que venho sofrendo, é inadmissível que em pleno o século 21 com todas essas tecnologias, comida e álcool ainda engorde, ou a inexistência de um comprimido que acabe com a fome pós brahma e que te martiriza na manhã seguinte te levando a sofrer pelas burradas cometidas e comidas na noite anterior. A tal pomba-gira que se apossa do meu corpitcho encervejado tá esquecendo que de outro plano aqui, só existe ela e que as ações da grotesca refletem sobre a minha denegrida imagem, porque convenhamos, receber o apelido com o nome do beudinho da cidade no primeiro mês de aula não é coisa de gente desse plano. 

Da série: revendo a vida

Quando você perdeu há tempos seu amor que agora tem outro amor, quando você gastou mais de cem pilas numa noitada sem sentido, quando você já não tem mais roupas limpas e as sujas estão de molho há dias esperando sua boa vontade para lavá-las, quando você abre a sua geladeira e encontra água, temperos avulsos de miojo e um leite desnatado chegando ao fim, quando seu ar condicionado vira abrigo de fungos, bactérias e gnomos que além de acabar com seu pulmão, rouba suas meias.. quando você não se lembra da noite passada, ou retrasada.. quando você dá conselhos mas leva a pior vida que poderia levar, quando você tá com saudade da sua mãe te olhando feio porque fez burrada, quando você perde seu batom xodó recém comprado, quando você perde sua bombinha recém comprada, quando você perdeu a compostura há tempos e vive sem freios, quando você clama pela piedade divina lhe enviar só mais um grande amor, quando você tem todo mundo, mas não tem ninguém, quando você chora com o pagode tocando no vizinho e lembra da sua dor, quando você sorri escandalosamente e incomoda, quando você sorri escandalosamente e atrai, quando você perde o peguete pra amiga, quando você não liga de perder o peguete pra amiga e até acha bom porque ele não era lá aquelas coisas, quando você não sabe onde você está, mas tá segura de que nada vai te acontecer, quando nada te acontece, quando você conta com a sorte e se acomoda com algumas situações, quando seu rg tá pior que aquele seu trocado de bêbado achado após 4 dias no bolso da calça jeans suja, quando tudo que você mais quer é trocar de vida ou recuperar a antiga, quando você se sente a pior pessoa desse planeta, quando você se sente a melhor pessoa desse planeta, quando você não consegue finalizar a leitura de um livro que você engoliu as cem primeiras páginas, quando você pensa em aderir o cabalismo, quando você sonha em jogar tudo pro ar e talvez virar hare krishna, quando você abraça mais árvores do que pessoas, quando você sorri pra alguém, quando você xinga alguém quase que instantaneamente, quando você não se reconhece e quando você não tem a menor ideia do que está fazendo é sinal de que alguma coisa tá errada e você precisa urgentemente rever os seus conceitos!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

De volta às velhas tragédias nada cômicas.

Não sei, mas to com a pequena impressão de que o universo acordou meio extremista com a minha pessoa nessa manhã! Eu, tu, ele, nós, vós, eles, elas, o vizinho delas, o tio do vizinho delas, o avó do tio do vizinho delas, sabemos que é fato consumado o tal bullying que eu venho sofrendo por parte do cosmo de uns dezenove anos pra cá, mas tem dias, que olha, vou te contar, não é fácil. Hoje acordei cedinho pra pegar aquele ônibus vinte estrelas negativas da litorânea, que mais parece uma orgia enroupada e ir para a cidade grande, cidade dos campos sem campos, a fim de rever os coleguinhas de ensino médio, porque de uns tempos pra cá, a crise ensinomédica tá batendo forte em mim, junto com a babaquisse a ela anexa. Passei uma manhã adorável, com amigos queridos que não via há tempos, revi aqueles meus professores amados que já muito me reprovaram, os abracei forte, forte, forte, mas de maneira nenhuma eu queria expremê-los até que o cérebro explodisse, magina, eu os adoro eternamente. Tive uma linda surpresa ao rever uma estrelinha de luz mais conhecida como Otávio-mascote do terceirão B, um anjinho lindo que Deus nos deu. Foi lindo, um dia de sol, quente, gostoso, colorido, tranquilo, que acabou me direcionando à minha perdição financeira, porque como se já não bastasse eu empobrecer até dentro de casa com uma péssima internet, eu sempre teimo em ir semanalmente ao shopping, aquele capiroto que pratica extorsão com a minha pessoa, inconscientemente.  Malditos sejam os centros comerciais e foi aí que tudo começou. Ao que me parece, minha companhia adorada levou consigo toda a minha sorte do dia quando resolveu me deixar naquele lugar que me possui e possui meu dinheiro, possui meu não dinheiro, possui meu cartão de crédito, de débito, mesmo que ambos estejam negativados, ou seja, fui deixada sem rédeas naquele lugar da possessão e claro, acabei me encantando por coisas desnecessárias, das quais eu senti aquela necessidade grotesca de levá-las para minha casa. Dessa vez tive em minha posse dois adesivos enormes daqueles que se enfeita paredes e dei aquela paradinha básica na loja com mais utilidade e multifuncionalidade já inventada, a tal Americanas. Como minha faculdade retorna segunda, tratei de pegar um caderno (barato, ufa, porque perdi -NÃO SEI COMO, O MALDITO EVAPOROU- aquele caderno na rua), e coisas simples que somem na segunda semana de aula, como borracha, lápis, caneta, sua vida, sua casa, prédio, sua mãe e seu unicórnio. Resolvi então me mandar daquele center-usurpador, pensando naquele lindo dia lá fora e naqueles lindos adesivos na parede do meu quarto, quando me deparei com o apocalipse e juízo final em forma de chuva, raios e trovões. Todos, inclusive aquela lista inicial, sabem que to vivendo uma fase financeira difícil de universitária e dependo de ônibus, então encarei São Pedro e comecei a correr e correr e correr até eu me lembrar que minha bombinha havia acabado, então era melhor eu andar mesmo porque a saúde aqui é pior que a do Jaiminho carteiro. Fiquei molhadinha, somente molhadinha até um filho de mulher sexualmente desbravadora me transformar em dilúvio com seu carrinho fubá. Desgraçado, tinha mais água em mim do que no Nordeste (não que isso seja difícil - mentira, nada de humor negro por aqui), e minha sacola com meus preciosos adesivos e materiais graduantes estourou. Rodou adesivo, material, mãe, unicórnio pra todo lado, e eu fiquei com meus braços iguais aos de boneco de posto pra tentar pegar tudo. Peguei, enfiei material em tudo quanto é bolso, até onde não devia e corri para o ponto antes que aquela minha encarada em São Pedro se tornasse um raio no meio da minha testa. Cheguei no ponto e uuuuuuuuuuuufa! Ufa é o caralho, consegui derrubar tudo de novo e enquanto digitava uma sms rapidamente pra não perder o bus, coloquei o idioma em Chinês, isso mesmo, comecei a enviar mensagens adoidadas em chinês e eu realmente quis chorar nesse momento, porque eu assumo, sou noob e péssima com tecnologia, nunca que eu iria ter a capacidade naquele momento constrangedor de descobrir como desativar o Chinês das sms do meu celular não tão novo ou tecnológico assim, então, trabalhada no flagelo, com olhos pretos de rímel escorrido pela chuva olhei pro céu por uns instantes e me perguntei o Porquê! Mas olhei rápido antes que eu também perdesse o ônibus e tivesse que ficar mais uma hora por ali, porque uma coisa é fato, após anos de experiência, eu finalmente aprendi que tudo pode mesmo piorar e é melhor não abusar nem do azar. Perdi o caderno, perdi a saúde, perdi a dignidade, mas não perdi o bendito ônibus e é justamente por isso que o cosmo é extremista, mas às vezes ele dá aquele onibusinho da piedade e ufa, hoje o onibusinho foi pra mim. 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Do único e velho passado.


Depois de um desses traumas cabeludos, que te distorcem a alma e embriagam o coração, ficamos à mercê de qualquer situaçãozinha xoxa que possa nos remeter qualquer sensação falsa de novo. Demora! Perdemo-nos ainda mais, nos desfazemos de nós mesmos, deixamos ir aqueles que nos levam diretamente a um pretérito dolorido, fingimos sorrisos, esbanjamos gargalhadas que internas escorrem pelos olhos molhados; usufruímos das lorotas mais inebriantes de amor. Ahhhhh, essas lorotas sobre como estamos contentes! Revemos fotografias felizes quando sós, sem expor nossas armaduras adquiridas pelo tempo. Relembramos, sofremos, choramos, relembramos mais um pouco, doemos, ardemos, deitamos e pensamos, pensamos, pensamos. Então paramos de relembrar, de doer, de arder, de pensar, de viver. Simplesmente paramos e começamos outra fase, fase esta do amor próprio, da autossuficiência, dos egos aflorados, das novas experiências, dos risos exacerbados, dos rostos afobados e do jamais esquecido "esquecimento de fato".

 "É desconcertante rever um grande amor..."

sábado, 6 de abril de 2013

Do sentimento mais nobre.


Levou tempo até que eu percebesse que o amor não é uma droga, mas sim uma dádiva. Eu, imersa nesse oceano de desilusões que me sugaram até as últimas energias, vivi por tempos excomungando o pobre substantivo abstrato, concreto, discreto, literato. Hoje percebo que de pobre, amor não tem absolutamente nada, rico são aqueles que conseguem amar a tudo e a todos, não há nada mais belo que a distribuição gratuita de sorrisos, abraços, carinhos, amassos sem interesses ou pretensões. Ter amor no coração, na mente e na alma é viver em paz e harmonia no dia a dia, com calma.  


"Quando não tiver mais nada, nem chão nem escada, escudo ou espada, o seu coração acordará!"

sábado, 2 de março de 2013

Crise dos dezoito

Você percebe que sua vida está mudando quando de repente você se pega pensando em utilizar o dinheiro extra do seu aniversário para comprar um ferro de passar, um liquidificador e panelas. Falando sério, nunca pensei que um dia eu acabaria no Mato Grosso, morando sozinha e tendo que comprar mantimentos, pedir água, gás, pagar contas, fazer faxina, lavar roupas, pagar a fatura assustadora do cartão de crédito, entre outras coisas atordoantes que cansam qualquer indivíduo com menos de trinta anos que gosta de descansar. Bons tempos aqueles em que minha mãe tinha que resolver absolutamente tudo e eu só precisava viver! No início as novidades são sempre surpreendentes e empolgantes, no início tudo são realmente flores, você pensa que sua vida será do jeitinho que você sempre quis, sem cobranças, sem gente te atazanando, sem lembranças do passado, uma nova vida, e realmente é por um tempo até os fantasmas voltarem a te assombrar, até a engenharia esbofetear sua face, até as pessoas começarem a ser pessoas e o mar de rosas ir por água abaixo. Ai que dó que me dá dessa minha ingenuidade e inexperiência de vida nesses momentos, logo eu que pensava já ter visto tudo, estou agora imersa nesse imenso mártire momentâneo de crise existencial. Essa é a vida me dando lições e me mostrando que por mais que eu queira moldá-la como bem entender, na realidade é ela que me leva, me molda, me espanca, me afaga, me sufoca. Com dezoito me sinto uma dona de casa perdida e solitária que vive pensando "Por onde começar?" em meio à tanta desordem, desastre e desconcerto. Com dezoito me sinto velha e louca, com dezoito me sinto com dezoito, até porque sempre me disseram, eu é que não quis acreditar, mas a vida de verdade, realmente começa à partir dos dezoito. 




Agora deixa disso menina, comece a minimizar a desordem pelo seu quarto e cozinha que certamente ultrapassam a desordem da sua vida. JÁ! 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

De que me vale?


De que me vale sair por aí, se já não se vê mais tais ambições ou presunções, se me tem faltado até mesmo as fatídicas emoções, se desconheço paixões. De que me vale sair por aí, se as desventuras já não me fazem refém, se as palavras me fogem.. diferente de outrem, se penso ainda naquele alguém. De que me vale sair por aí? Se toda novidade se torna comodidade, se me faço alvo pra toda maldade, se me desloco de toda realidade. De que me vale ficar por aqui? 


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mire em outro alvo.. Em nós, não!

Não! Não me venha com essas palavras torpes e mal intencionadas que nos ataca cheias de julgamentos plausíveis, porém desnecessários. Não somos aptos a julgar o outro, não temos todo esse poder, não somos todo esse poder. Não me venha com todo esse ar de superioridade porque conhece palavras e pode uni-las, isso faz de você alguém com um dom, apenas.. Dom todos temos, só não são os mesmos. Não venha com essa moralidade barata que nos aponta um dedo na cara mostrando que não somos nada, somos tudo, somos quem somos, somos quem queremos ser, somos desprendidos das regras impostas pela sociedade, as quais você certamente segue religiosamente, essa sociedade que te faz escrava e que você ataca, mas acata. Gostamos de escrever, crer, ler, aprender, crescer, mas também gostamos de nos perder e nem por isso somos inferiores, nem por isso somos caras maus, a experiência que se ganha na rua é bem maior do que a experiência que se ganha trancafiada no quarto, quieta, parada, julgando, apontando, lamentando. Não nos venha com todo esse julgamento, o pré conceito é a pior arma contra si mesmo, a arrogância é a pior droga que se pode usufruir. Não usufrua de toda essa arrogância que nenhuma papoula faz tão mal quanto um indivíduo banal que pensa ser o tal.