sábado, 18 de janeiro de 2014

Da série: Começando o ano bem

Então sua vida financeira tá tão, mais tão na merda que você pega seu cartão de débito, porque o crédito já anda bloqueado há tempos, vai ao caixa eletrônico tentar sacar seus últimos R$47,00 restantes até seu limite gigante estourar, saca quarenta e quebra o cartão dentro do caixa eletrônico. 
Preocupação com o cartão? Só da parte dos bancários. 
Lágrimas por deixar o cartão quebrado e cortado dentro da leitora? Só no rosto de quem acessar minha conta.
O que me doeu mesmo foi contar moedinhas de dez pra pagar a passagem do ônibus e perceber que não poderei gastar esses últimos sete reais que me restam nem com um pouquinho de gasolina da piedade pra moto. Tempos difíceis, a gente vê por aqui! 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Das dívidas cósmicas de fim de ano

Últimos dias de 2013 e você acorda bem, apesar da ressaca monstruosa, num domingo ensolarado, lindo e convidativo. Resolve ir pra praia, pega sua linda motoca e vai, vai, vai, até perceber que já está quase em Ubatuba e acabou de tomar uma multa porque estava com a viseira aberta debaixo de um sol de 37ºC no litoral. Guarda fdp, mas tudo bem, tudo azul, o dia tava lindo e tava dando praia! Chega na praia e percebe que existe apenas uma mesa na frente de todas as outras, quase na água, com visão panorâmica da praia inteira, com exatamente três lugares, pra você, sua amiga, capacetes.. e de brinde, uma mesa cheia de boys magias ao lado. PERFEITO! Perfeito até demais, perfeito o suficiente pra você desconfiar que o cosmo, com CERTEZA, não deixaria barato! Tudo muito perfeito até o tempo começar a virar, formar uma tsunami negra no céu e o pneu da moto furar num domingo a tarde, debaixo de chuva, véspera de ano novo. Mais perfeito ainda foi empurrar a moto pra lá e pra cá, sem saber o que fazer e sem borracharia aberta. Perfeitinho foi implorar de casa em casa pra deixar a moto durante a noite e tomar "nãos" consecutivos no meio da fuça, porque com essa minha cara de criminalidade, normal terem medo né. Daí que consegui deixar a moto numa farmácia e cheguei de noite em Caraguá após duas horas de ônibus parado no trânsito e fui dormir mais sossegada. Perfeito! Mais perfeito mesmo, foi o dia seguinte.. Certeza que eu estava em débito de azar com o cosmo e ele tirou esses dois dias pra cobrar a dívida. Dia seguinte, esperei ônibus lotado pra Ubatuba durante uma hora debaixo de um sol de 39ºC e mais duas horas no trânsito indo pra lá quase sentada no colo do motorista. Cheguei, peguei a moto e voltei a arrastar a sem vergonha pra lá e pra cá de novo. Daí que começou a chover DE NOVO e dessa vez eu estava sozinha, sem rumo e sem dinheiro. Achei uma borracharia, o borracheiro havia passado mal e estava no hospital, fiz cara de dó, chorei e me atenderam. Me venderam uma nova câmara, trocaram, e o raio furou a nova câmara também, perdi a nova câmara. Como Maranduba não tem caixa eletrônico, saí pedindo de comércio em comércio pra me passarem dinheiro no débito, outros "nãos" até uma boa alma sentir muita dó e me ajudar. Gastei 50 reais, minha dignidade e TRÊS HORAS DE "CONCERTO" pra absolutamente nada, pneu continuava no chão e aparentemente, sem solução. Tive que andar com o pneu solto embaixo do braço por uns 3km até outra borracharia, embaixo de chuva ,é claro,  onde outro rapaz entendido e honesto me cobrou 15 reais e arrumou em 15 minutos. Puta da vida eu? MAGINA! 
Lição do dia: NUNCA bote muita fé num domingo de praia ensolarado com mesa camarote e gatinhos ao lado. 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Da síndrome de Grinch

Então foi Natal e eu sobrevivi..
Confesso, não gosto de Natal! E antes que você de espírito natalino que adora bolinhas coloridas, árvore pomposa, e desconforto familiar venha me encher o saco vermelho de presentes, saiba que os presentes são sempre bem vindos, mas a enchida no saco pode ficar pra trás. O fato de eu não gostar de Natal, não quer dizer que não haja partes boas.. Claro que há! Por exemplo quando ele acaba, tem coisa melhor que fim de Natal? Toda aquela comida requentada só pra você, pra compensar toda a bagunça natalina que você desgosta. Pra mim, o calendário podia muito bem dar uma dormida do dia 24 ao 27 que é quando a coisa começa realmente a fluir, nem dia 26 é perdoado porque nele ainda consta resquícios e ressacas de Natal. Coisa chata essa de ter que cozinhar, preparar a casa, enfeitar a casa e se enfeitar pra dar uma socializada formal com a família. Galera, bora chegar com a cerveja COM ÁLCOOL - por favor - com a picanha e com o calor e armar a churrascada sem esse clichê de verde e vermelho ou pisca pisca.. Coisa chata esse negócio de pisca pisca que vive embramando ou queimando e te fazendo levantar da sua cama confortável pra resolver um problema que não é seu. Dane-se o pisca pisca, rala Papai Noel! Abaixo ao dia do: "e os namoradinhos?" Não tem namoradinho, porra! 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Das lambanças de um passado quase negro.

Daí que há um tempo atrás, eis que não satisfeita em passar vergonha apenas no ambiente de graduação, a felizarda aqui acabou cometendo um pequeno e singelo deslize quase imperceptível, quando bebeu como babau e cedeu uma entrevista em meio a um show do Gustavo Lima. Bonito seria se eu estivesse sóbria e lembrasse no dia seguinte, bacana seria se a entrevista não tivesse ido ao ar no almoço de domingo, fantástico seria se a cidade inteira não tivesse visto, and amazing would be, if my friends had not texting me about. Tudo bem, tudo bem., tudo passa! Mesmo que até a tia do restaurante universitário também ache graça e ria da sua cara na segunda-feira, tudo passa. Tudo passa até seus calouros começarem a chegar e vasculhar seu passado negro e divulgar seu passado negro e publicar o vídeo do seu passado negro no grupo do whatsapp pra mais trinta calouros ficarem cientes da ridicularidade de seu passado negro. Hierarquia estudantil em faculdade? Não trabalhamos. 

sábado, 9 de novembro de 2013

Das traições tecnológias

Já mencionei que possuo um "Iphone 9", branco, desses com lanterninha e rádio FM que toca sem a necessidade de um fone de ouvido? É tecnologia pura e de ponta, a modernidade do teclado é coisa de louco, é de fazer inveja, é daqueles que você tem que clicar repetidamente no botão até chegar na letra, sabe.. Carinhas são trabalhosas, portanto inexistentes, mas nem sofro.. carinhas são coisas sugestivas, como por exemplo o " ;) " Pra mim, quem manda essa piscadela sugestiva aí, claramente tá querendo! Pois bem, estava eu até que feliz com meu alcatel de centoenovereais (um absurdo de caro) com lanterninha, quando surgiu a explosão dos grupos no whatsapp, impressionante como as pessoas esperam meu antigo celular androidado ser roubado pra começar com essa pequena e singela exclusão social chamada whatsapp! Me lembro bem como se fosse mês re-retrasado, quando as pessoas mal entravam nessa porcaria de whatsapp e eu ficava lá, foreveralone, mendingando conversa e nem uma boa alma viva me respondia, aí agora todo mundo entrou numa espécie de conspiração desintencionada contra meu alcatel e acabei ficando por fora das boas novas,  o que me levou a tomar uma atitude sórdida, porém necessária, até porque Bárbara fica sem pagar continhas, mas Bárbara não fica sem as boas novas, então a solução foi dura e triste pro meu alcatel que sofreu uma grande traição justamente no dia de hoje.. Acontece que peguei meus últimos tostões furados, me dirigi à uma lojinha da Tim (dessa vez sem bater a carinha na vitrine) e pedi pro moço o celular mais barato que ele tivesse, porém, com o maldito android. Chorei desconto, ganhei desconto.. yes, comprei o brinquedo! Agora tenho whatsapp negada, já podem começar a papear eternamente que eu juro que lerei as 107 conversas/minuto por pelo menos esses primeiros dois dias! 
Minhas sinceras desculpas alcatel, mas agora já podes descansar a lanterninha em paz. :(  ;)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Das poucas, porém sábias, decisões.

Daí que eu resolvi me desvencilhar daquele que esteve presente nos melhores, piores e medianos momentos da minha vida. Resolvi abdicar do meu parceiro mais querido e odiado, meu amigo fiel, irmão, camarada. Sem dó nem piedade, anulei o pobre e dei fim na linha tênue que existia entre nosso amor e desamor. Foi bom enquanto durou, carregarei algumas marcas de ti por toda a eternidade, e quanto às memórias, bem.. são poucas devido ao subconsciente que te desgosta, mas te digo, foi melhor assim! Perdoe-me amado, mas a ressaca não tá compensando a farra, e os hematomas andam cada vez mais horripilantes. Parei contigo, álcool.. Até dia desses! 
Au revoir.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Desventura é pouco! Do azar fora de hora.

Por mais que eu tivesse reclamado (se não reclamasse, não seria eu), chegar no Mato Grosso até que foi fácil. Tem dias que o cosmo deixa bem claro que NÃO É PRA VOCÊ LEVANTAR DA CAMA, ele basicamente esfrega isso na sua cara, só você não percebe. Tem dias que foram programados pelo universo pra te pregar uma peça, alguma entidade grotesca e que te detesta por questão de carma vai te sacanear até você pedir pra sair, e meu retorno pra Rondonópolis calhou num desses dias. Depois de todo o drama rodoviário, desafeto materno e desequilíbrio psicológico, consegui chegar em Roo, peguei um táxi com o taxista mais desumano da face da Terra, que não quis me fazer um desconto de DOIS míseros reais (se ele soubesse que me privou de duas bandejas de comida, teria remorso) e cheguei na escuridão pós-tempestade do Atlântico, na madruga e boladona. Além da lama característica das ruas mato-grossenses e do "breu" característico do bairro, eis que o "um mês e duas semanas" fora de casa, aparentemente, me fez ser desmerecedora de uma chave do cadeado novo do portão, trocado sem aviso prévio e a pessoa nascida numa sexta-feira 13 aqui, ficou trancada pra fora no vazio do bairro às 23h00, com suas muitas malas gigantes, sem nenhum vizinho no recinto. Boa, se o dia já tinha sido ruim, a noite tava só começando. Depois de atravessar a quadra sobre a lama com as malas gigantes no escuro, consegui entrar pelo portãozinho e cheguei na minha casa toda lamaçada, desprovida de luz, provida de calor (muito calor), e principalmente, abrigo de todas as baratas de Rondonópolis, tipo.. TODAS. Você percebe que a vida não tá pra brincadeira, quando vai cansada, exausta, moída, fazer seu xixi no escuro e sente mais uma daquelas quengas invertebradas subindo na sua perna, pega a lanterninha do seu Iphone 20 com rádio FM e ilumina um ninho com mais cinco fora aquela que acabou de morrer. Isso sim é desespero. A solução seria assistir algum episódio de alguma série cômica e dormir até que a escuridão passasse, mas o notebook resolveu não ligar e o modem resolveu quebrar justamente naquela noite. DELÍCIA de noite, mais deliciosa ainda com os muitos pernilongos me molestando em pleno calor de 38ºC até às 5h da matina que foi quando, finalmente, adormeci. Levantei às 7h, mas a partir daí, mesmo sendo zumbi ambulante, não posso reclamar, a cota de azar se esvaiu e o dia foi bom!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Das desventuras fora de hora

Aí você percebe que não é sua semana de sorte quando o domingo já começa conflitante na sua casa e sua mãe tá de cara virada pra você (sem motivos aparentes) mesmo com a sua partida marcada pra dois dias depois. Segunda serve pra você arrumar suas malas, lavar sua moto e planejar sua vida de terça-feira, para que ABSOLUTAMENTE nada dê errado e você chegue na mais tranquila paz de Jah no Mato Grosso. Terça chega e com ela o rancor infundado de sua mãe que quase não te dá tchau, muito menos te leva na rodoviária e você tem que se virar com as suas muitas malas gigantes. Você se vira e consegue pegar o circular pra SJC como o planejado, os horários encaixando, tudo lindo, até a maldita tamoios te surpreender com uma parada pra explosão de rocha justamente às 14h00, que consequentemente,te faz perder o ônibus para o aeroporto. MALDITA TAMOIOS, ISSO POR UM ACASO É HORA DE RESOLVER EXPLODIR ROCHA? FALTA DE BOM SENSO MANDOU 5BJS. Me fez perder o ônibus, perder a compostura, perder a calma, o rebolado, quase perder o vôo e muito dinheiro com ele, mas dessa vez fui salva pelo Pai e pelo pai, porque a família funciona assim, quando a mãe resolve te odiar, o pai -odiado pela mãe-, resolve te ajudar e vice-versa. Hormônios maternos, nova tamoios e litorânea, me desculpem, mas não foi dessa vez! 
#PartiuMatoGrosso 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Puta da vida eu? Magina!

Não bastasse você estar desesperada com seu futuro, dever sua alma pro banco, não ter emprego pra pagar sua alma pro banco, ter abandonado seu curso, depender do próximo enem, não estar preparada pro próximo enem, estar sem teto em sua segunda cidade, ter seu pai te difamando no facebook, ter sua mãe te olhando com cara de cobrança, ter uma deprê grotesca batendo em sua porta.. você ainda é obrigada pelas circunstâncias a arrumar um bico no fim de semana das crianças! Seria lindo se o bico não fosse justamente trabalhar para a prefeitura com as milhares de crianças, em bairros carentes e ter que aprender na marra a montar cama elástica, castelo de ar, escorregador inflável, pula-pula, caralho a quatro, além de ter em suas mãos todo o DNA que houver nessa vida dos pés/bundas da criançada que não conseguia subir nos brinquedos pelo excesso de massa corporal, e você - a incrível Hulk - tendo que empurrá-las até com a cabeça pra cima dos brinquedos, embaixo de um sol de feriado em litoral, no qual você não viu nem foto de praia. Fim do serviço: carrapato nas costas, piolho na cabeça, músculos doloridos, unha machucada.. Absolutamente tudo, menos dinheiro no bolso. Ou seja.. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dos planos falhos

Então você acorda decidida a viajar pra Pelotas ver se existe mesmo uma bruxa na casa da bruxa que suas amigas tanto comentam; conferir de perto, esperando ser lorota, a masculinidade precária dos boy-magia gaúchos de olho claro, ver se alguém realmente encarna Chico no barzinho da esquina, e principalmente, averiguar se a boemia do lugar faz jus à fama. Você se antecede e pensa em se preparar mentalmente e fisicamente pra Kaballah que resolveu fazer bis nesse ano em meados de dezembro e já dá aquela fritadinha nostálgica em pensamento, com gostinho de: uhul, quero mais!  Decide também passar com cerveja o amado carnaval em Salvador.
Tudo certo, tudo lindo, muitos planos, tudo anotado, tudo conferido, malas à disposição e euforia a mil... até você se dar conta de um porém, um únicuzinho porém... Você se encontra devendo quase dois mil reais nos seus cartões. 
Parabéns Bárbara, adeus planos. 2bj. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Das merdas provocadas pela insônia

Daí você acorda 17h00 em pleno sábado, e na madrugada revive aquela velha história de não conseguir dormir nunca mais, fica entediada ao extremo e após uma longa reflexão em frente ao espelho, resolve que seu cabelo não tá legal e que precisa ser cortado, tipo JÁ. Nesse momento, a pessoa sensata que você não é, iria correndo dar um jeito de dormir nem que fosse à base da paulada, mas não.. Tem que pegar a bendita tesoura e picotar a própria franja como se não houvesse o amanhã e quando o amanhã chega, se dá conta que terá que usar presilinha tic-tac por pelo menos uns 3 meses. Parabéns pra mim, descobri que nem como cabeleireira eu teria futuro.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Maldita era da informática!!!

Aí a sua mãe comenta a foto de uma amiga sua do Mato Grosso, dizendo que tá bege com o seu vocabulário porque você disse que o fim de semana foi DO CARALHO, numa foto do álbum da amiga!
(Mãe, Facebook não é currículo e não mandei adicionar azamiga!)

Aí seu irmão comenta a foto de um amigo gay da sua amiga que foi marcada na foto, sem perceber que está mandando cantada no facebook do rapaz. 
(Rafael, dá pra parar de comentar a foto do amigo gay da amiga? ´Pega mal, sua anta)

Aí seu pai compartilha seu status mais ridículo e aleatório, no qual você reclama sobre o clima, tentando te envergonhar sutilmente pros amigos em geral, mas não recebe nenhuma curtida da piedade.
(Pai, N-I-N-G-U-É-M liga pra sua ênfase no meu status bobo, muito menos pros seus compartilhamentos.)

Aí você percebe que deveria bloquear seu facebook ou excluir sua família com urgência.